Prosa Poética
tenho medo
Autor: carlos gaspar on Friday, 12 February 2016Tenho medo
Já rasguei a página
Onde tinha escrito os meus medos guardados
Agora escrevo um poema rasurado
Onde abandono despojos de recordação
Entre túmulos e sarcófagos
Jaz minha mente cansada.
No campo de batalha…escrevo-te uma carta
De sentidos doridos, de alma ferida
Estou cansado de escrever!!!
Cartas debotadas, rasuradas
Desta guerra, dentro do meu ser
Das lágrimas que verto
Ao sentir o tempo correr.
Já não sei se te amo
Ou se te faço sofrer
Já não sei se te quero
folha rasurada
Autor: carlos gaspar on Friday, 12 February 2016Folha rasurada
Olho para ti, alva
Branca e limpa
Absorvo a tua textura , desabafo…
Ai!! Como te quero rasurar!!!
Meu peito dói-me, alguma metáfora sairá
E enaltecerá o que meus olhos abarcam
E quando passar na viela
Verei rostos brilhando, sorrindo para uma vida
Desenho com palavras, os rostos os sorrisos
Traquinas e jovens …invejo!!
E rasuro dentro de mim a minha inveja
Que outrora também foi traquina e jovem
Rasuro pela palavra, desejo
Desejo ser eternamente jovem
Um de nós...
Autor: Frederico De Castro on Thursday, 11 February 2016Nocturne
Autor: Frederico De Castro on Friday, 5 February 2016poema que desunho
Autor: carlos gaspar on Friday, 5 February 2016Poema que desunho
Inverno deste dia...
Autor: Frederico De Castro on Thursday, 4 February 2016viva!! a minha loucura
Autor: carlos gaspar on Tuesday, 2 February 2016Viva!!!a minha loucura
No castelo de minha loucura
Autor: carlos gaspar on Tuesday, 2 February 2016No castelo da minha loucura
FURAR BURACOS N'ÁGUA
Autor: Madalena on Tuesday, 2 February 2016FURAR BURACOS N'ÁGUA
Vivo tentando furar buracos n'água.
Simbolicamente tudo que faço,
é furar buraco n'água.
Desde o ventre da minha mãe,
estou furando buracos n'água!
Lá no ventre da minha mãe,
fui furar buraco n'água a primeira vez.
Quando mexi, para furar... A bolsa estourou!
Desci com a bolsa e tudo e caí cá fora!
Sofri traumatismo craniano, não conhecia pai nem mãe,
irmãos, enfim; não conhecia ninguém.
Fiquei quinze dias com os olhos fechados.
