Parte 3
Autor: Ana Flora de So... on Wednesday, 2 October 2013
"Não sou nada.
Nunca serei nada.
"Não sou nada.
Nunca serei nada.
ELA OUVE O BARULHO DO CARRO A ENTRAR NA GARAGEM.
CONHECIA O RONCO DO MOTOR.
SEU CORAÇÃO BATEU FORTE DE FELICIDADE..
A PORTA SE ABRE E ELE ENTRA.
MAS PELO SEMBLANTE SÉRIO, JÁ PERCEBE QUE ALGO RUIM,
ALI SE ESTAMPAVA.
__PRECISAMOS CONVERSAR.
ELE DIZ.
__CONVERSAR! IMAGINE CONVERSAR!!
DIZ ELA JÁ SE ATIRANDO EM SEUS BRAÇOS FELIZ..
AFINAL...O DIA TODO O ESPERAVA!
RECEBE O ABRAÇO FRIO.
NÃO ESPERAVA.
OLHA-O ESPANTADA.
__É O FIM,ACABOU.
FALANDO ELE A OLHAVA.
COMO ACABOU? NEM COMEÇOU!
SAUSSURE, FERDINAND
1857 – 1913
O Significado e o Significante
“Na vida dos indivíduos e da sociedade, a linguagem é um fator de importância maior do que qualquer outro”.
“Toda mensagem é composta por Signos”, ROMAN JAKOBSON.
Notas biográficas
SARTRE, JEAN PAUL.
1905 – 1980
Existencialismo (recorte), a Náusea (resenha).
A Existência precede a Essência.
O Homem Inautêntico. O Homem Contingente.
“Quando olhei para a bandeira da França, eu vi apenas um pedaço de pano” – Paul Nizan.
Prefácio
Penso, penso e penso... e pouco ou nada concluo. Nem sequer sei se pretendo chegar a algum lado com estes pensamentos.
Na hora mais profunda e fria da madrugada, volto a sentar-me e a escrever.
Ser-se prisioneiro do passado é uma viagem carregada com circunstâncias traiçoeiras. Há que evitar a mentalidade derrotista de autómatos, mas tudo aquilo por que ansiei está perdido. Um holocausto, agora paralisado pela derrota depressão e drama. Lá fora, outros vivem sem serem sequer molestados, sem esforços e numa postura aparentemente incontestada provocando-me a paciência.
Esta noite, em vez de dormir, pensei.
Você vê as cores mudando?
Repararia nelas se elas não mudassem?
Sobre mim, céus e céus se decompõem
Em cântaros incandescentes e marítimos.
Mas eu não tenho tido pluma na língua;
Tenho feito dos meus ouvidos
Uma moça violada pela seda rasgada do vestido.
Tão pouco tenho feito caridade aos pedintes.
Sequer tenho colocado meus olhos
Não peço mais amor, mais loucura, mais um minuto de desasossego.
Não apelo à paz, à humildade, honestidade.
Para quê exigir a competência e seriedade?
Basta de advertência aos bons costumes e ao livre-arbítrio.
Hoje vive-se o dia encerrado na escuridão. Os prepotentes ousam a exibição, eu retrato a esfera de uma era viciada.