rio de sangue

Rio de sangue

 

Não me colocaram em nenhum   de seus planos

Vontade de destruir casa de vidro e de barro  A sua casa já desmoronou no meio da sala?

Você já tentou varrer a areia de água negra? Vontade de destruir casa de tijolo, que me foi negada  Já ficou no escuro ouvindo o canto da cigarra?

Esse rio Tinto, tal qual o Nilo quando foi tingido

Esse vermelho era feito de bala

torto arado

 

 

 Torto arado

 

Cabo de marfim fincado no solo, cheiro legitimo de terra

Mato verde nas narinas, caminho até a escola

Essas letras no quadro verde, lousa verde, casa de cor verde Não narram minha história.

Quilombos, quilombolas, quilombos, quilombos

Prefiro sentir no corpo as lições que a vida da Essa terra úmida pede para parir.

inocentes

Inocentes

 

 

Fui educado a ser tão utilitário

Que pareço ter prazo de validade

Correndo por tuneis de iluminação azulada

Quando minha cabeça rolar pelo mundo junto aos copos descartáveis

E cair na sarjeta vou lembrar vida vagabunda do vago mundo.

Já não importa o que importa é que você está bem, nem que seja por poucos segundos.

É inútil conter a enxurrada de trecos com uma única mão, deixe tudo rolar pelo mundo antes que cai sobre você.

Gótico

Gótico

 

No silêncio da noite

Noite soberana

Casta viúva passeia pelas penumbras de sua memória

sombras dançam, entre velhos e novos  o eco lamenta

Ela veste preto, um vestido longo vitoriano

Um vento gélido sussurra segredos antigos, E nas janelas quebradas, a lua se mostra cheia.

Um castelo em ruínas, erguido pelo tempo, Guardião de histórias sombrias, segredos de lamento, nas muralhas de pedra, ecoam tormentos.

CLANDESTINO

Itaperuna-RJ                   19/05/2024 
 
Até a essa distância esse amor me persegue...
Num pensamento que trago...
Nesse sentimento que carrego e do qual não consigo me soltar!
Numa paixão ao qual me entrego e deixo me levar!
Mas o que seriam algumas milhas para um sentimento que não vê distâncias,
Barreiras, limites, e que persiste mesmo sem correspondência?!
E que segue indo além...

GATUNOS DE PORTUGAL

Puta vida, puta sociedade
Somos todos fodidos nesta vida
Sem dignidade, sem respeito
Não somos nada nesta miserável vida
Tenho vontade de fazer explodir
As malditas e mais rudes palavras
Nesta gente sem sentimentos
Sem respeito da vida humana
Malditos que não respeitam ninguém
Nem os velhos ou as crianças
Pobre de quem trabalha para comer
Mas de nada serve lamentar, chorar
Quando espreita a morte, a fome

SONETO À JACQUELINE BRAZIL

Até o tempo mudou assim que te viu!
Loira, linda e elegante se aproxima...
Deusa de poder sobre nosso clima!
Hamadríade e Freya de Yggdrasil!
 
Temperatura: 'tantos graus acima"!
Calor da paixão já passa de mil!
Com a umidade até o 'gozo subiu'!
E nas nuvens, pelo ar o amor se firma!
 
Garota e meiga musa do bom tempo...
Sorri quando faz sol ou quando chove!
Ah, numa orla, biquíni e mecha ao vento...!
 

O PORTUGAL

O Portugal, os lobos são muitos
os lúcidos são poucos.
ninguém sabe o que quer,
ninguém conhece que alma tem,
tudo é incerto,nada é verdadeiro,
tudo é disperso, nada é inteiro,
nada é certo,tudo é imperfeito,
hoje és nevoeiro,tempestade,vento,
meu amigo,sem alma ,sem amor,
sem rei,nem lei,sem brilho,sem luz,
dos palácios comidos de mofo,escuros ,
vazios,vagueiam as almas,sem paz,
como os mendigos esfomeados e sujos,

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