Chuva

Cai miudinha, tão solenemente
De mansinho acariciando os seres que toca
As andorinhas, nem rasto delas
Recordo apenas o seu estonteante voo
Que abraço em horas de nostalgia.
E esta chuva tão abençoada em mim desenha,
Uma desmedida ânsia de viver,
E neste momento partem horas de angústia

Angelical

Agrestes brumas cerradas em mim sorriem
E a minha alma de dor respira
Incessantemente anjos busco sem tocar o seu sentir
E abraço sons que me trespassam sem pudor
E rasgam a minha alma de imunda dor,
Que me tocam e me dói e somente assim
O meu ser abraça esta realidade

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