Desamor
Autor: Ian Castilhos on Monday, 18 August 2014
Quem vai acreditar na nossa mentira
De que valeu a pena, que não há magoa
Que não foi perda e estar de mãos atadas
Pode não ser falta de energia
Quem acreditaria
Que não doeu quem segundo soltou o elástico
Descartado como se fosse de plástico
A pedra que já foi safira
Da minha poesia
Autor: Ian Castilhos on Monday, 18 August 2014
És livre de ortografia, caligrafia e quaisquer dessas chatices
Podes muito bem ser coisas que o monstro normativo não permite
Tu omites detalhes e inventa adjetivos para descrever o inútil
Ah, poesia te amo, pois és leviana como a menina que amo
Te amo pois podes ser o que bem entender, assim como ela
Foge dos padrões pré-moldados
Delírios de uma noite de insônia
Autor: Ian Castilhos on Monday, 18 August 2014
São três e três da manhã
Ouvi dizer uma vez
Que quando vê-se horas iguais
É porque alguém está pensando em você
(Mas quem estaria pensando em mim às três da manhã?)
Vejo sua imagem vagando na sala
Um livro literário e um café amargo
Hoje eu to tão down
Autor: Ian Castilhos on Monday, 18 August 2014
"Hoje eu to tão down"
os oásis eram miragens
algo que me fazia mal
as ondas de sonhos quebraram
e deixaram a esperança as margens
"Hoje eu to tão down"
precisando de um 'up'
um amor que seja real
e que seja mais do que está
Luxúria
Autor: Ian Castilhos on Monday, 18 August 2014
Beije meus lábios
Me deixe sentir esses seus tão frágeis
Esqueça meu hábito, meu álibi
De ser mal caráter, meio canalha
Apenas me deixa provar seu casto
Saber se é azedo ou amargo
Saber se é realmente casto
Diga-me que sou safado, tarado e tudo mais
Fale de tudo, de nada, mas me satisfaz
Segundo Bilhete
Autor: Ian Castilhos on Monday, 18 August 2014
Amada,
Não espere de mim contos de fada
Nunca olharei seus olhos de blusa decotada
Não espere de mim sentimentalismo barato
Amada,
Não espere que eu diga que te amo
Talvez diga na cama
Recitando um verso de Quintana que diz
Ame-me baixinho
Café reesquentado
Autor: Ian Castilhos on Monday, 18 August 2014
A ti amor, dar-te-ei o silêncio
Beijarei sua boca com gosto de nada
Eu quero me apaixonar denovo
Autor: Ian Castilhos on Monday, 18 August 2014
eu quero me apaixonar de novo
submergir em um sonho bobo
me perder em um sorriso qualquer
subverter meus pensamentos
acordar e dormir pensando em alguém
sentir, sem necessitar entender
eu quero compor novas canções
Da minha origem
Autor: Ian Castilhos on Monday, 18 August 2014
Eu sou latino
Pouco me importa seu estilo de vida
Não quero saber do seu latido
Que me diz quem devo ser
Sou parte dos homens mais fortes
Que tem as mulheres mais lindas
Sou os tupis, os mais, os incas
Para você posso ser subdesenvolvido
