lembranças
Autor: Arlete Klens on Tuesday, 5 August 2014Lembranças
Lembranças
LIVRE CONFINAMENTO
Te leio e gosto do que sinto
Você é absurdo, você é verdade letal
Não quero saber de reticências hoje
Sou ponto final e cruel
Justamente como te vi há pouco
Despejando sangue viral
No melhor sentido cibernético do adjetivo
Nada de repostas, apenas perguntas
Nada de formatos, somente atos
Quero a mais autêntica peregrinação
Por um mundo imaginário visionário
De um novo aspecto de um antigo gosto
Quero seu texto, não apenas frases soltas
Quero prendê-las em minha mente
Fotografia © Ronilda David/Loubah Sofia-Alma Feita De Ti
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Foi por isso...
Que chorou tudo e um tanto mais!
E...
Por fora dos soluços rebentando má criações
Desenhou esquerdinamente calões
em todos os tons de cinzas
Na ponta da pele, assinou o nome
despido de todo verbo que por acaso
lembrasse a veia d'algum rasgo de
ternura.
Viver mentiras...
É saborear veneno
em pedaços de beijos traiçoeiros.
© Ronilda David/Loubah Sofia-Alma Feita De Ti
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É tão estúpido deixar eclodir
dentro desse desejo
asas que
apenas imaginam
o que é a cor
daquela estrela que morreu vida
dentro dos
teus olhos eternamente cegos.
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A minha teoria louca cantaria
O nó cego nas asas da garganta estridente
nos perfis solitários,em sopros
tão castanhos quanto a paralisia
de quem desistiu de acreditar
nas possiblidades fora da matematica.
...
É por essa e outras que tenho pena
das borboletas.
Ao voltares um dia, anjo loiro,
Meu tesoiro, ao teu berço divino,
E eu a tua espera lá estiver,
Verás que em tua existência rara,
Não te fui um amigo qualquer;
E que, nos meus anos tão soturnos,
Foste mais que uma bela mulher!
Sem sofrer nos cismares noturnos
Esta ausência cruel que me foste;
Por esperar teu sutil retorno,
Sei que vou sorrir eternamente,
Como antes, ao teu lado, e essas lágrimas
Serão extintas na nova terra.
Eu enrolo o bigode
E os problemas passam.
Não é para quem pode,
É para os que se acham,
Perdidos, na imensidão
Do pensamento que foca em nada.
Tormento? A alma acabada, solidão?
São nada
Se comparada a obra e a criação...
A alma não é pequena
E valerá, com certeza, a pena,
Mas a vida é uma obra, à partida, comprida
E a criação faz-se dia à dia.
Tormentos?
Que fiquem presos a eles
Aqueles
Que preferem deles aos momentos.
Rui Correia
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... E contrariando toda a estatística
escapou furtivamente,esperou paciente
e venceu!
Há um Povo
Há um povo silencioso que não faz barulho pra não incomodar os barulhentos capitalistas. Pois os barulhentos capitalistas fazem guerra com qualquer povo que faça barulho. Pois fazer barulho é a natureza dos capitalistas sociopatas, desconectados da natureza que os cerca, e da própria natureza do homem. E no silêncio da floresta, há um povo. Silencioso sim, mas há um povo.
Charles Silva