Livre confinamento

LIVRE CONFINAMENTO

Te leio e gosto do que sinto

Você é absurdo, você é verdade letal

Não quero saber de reticências hoje

Sou ponto final e cruel

Justamente como te vi há pouco

Despejando sangue viral

No melhor sentido cibernético do adjetivo

Nada de repostas, apenas perguntas

Nada de formatos, somente atos

Quero a mais autêntica peregrinação

Por um mundo imaginário visionário

De um novo aspecto de um antigo gosto

Quero seu texto, não apenas frases soltas

Quero prendê-las em minha mente

A Teoria Da Tolice

.

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.

.

Foi por isso...

Que chorou  tudo e um tanto mais!

E...

Por fora dos soluços  rebentando má criações

Desenhou esquerdinamente calões

em todos os tons de cinzas

Na ponta da pele, assinou o nome

despido de todo verbo que por acaso

lembrasse a veia d'algum rasgo de

ternura.

Viver mentiras...

É saborear veneno

em pedaços de beijos traiçoeiros.

 

 © Ronilda David/Loubah Sofia-Alma Feita De Ti

 

NO OUTRO MUNDO

Ao voltares um dia, anjo loiro,
Meu tesoiro, ao teu berço divino,
E eu a tua espera lá estiver,
Verás que em tua existência rara,
Não te fui um amigo qualquer;
E que, nos meus anos tão soturnos,
Foste mais que uma bela mulher!

Sem sofrer nos cismares noturnos
Esta ausência cruel que me foste;
Por esperar teu sutil retorno,
Sei que vou sorrir eternamente,
Como antes, ao teu lado, e essas lágrimas
Serão extintas na nova terra.

Eu enrolo o bigode

Eu enrolo o bigode
E os problemas passam.
Não é para quem pode,
É para os que se acham,
Perdidos, na imensidão
Do pensamento que foca em nada.

Tormento? A alma acabada, solidão?
São nada
Se comparada a obra e a criação...

A alma não é pequena
E valerá, com certeza, a pena,
Mas a vida é uma obra, à partida, comprida
E a criação faz-se dia à dia.

Tormentos?
Que fiquem presos a eles
Aqueles
Que preferem deles aos momentos.

Rui Correia

Há um Povo

Há um Povo

Há um povo silencioso que não faz barulho pra não incomodar os barulhentos capitalistas. Pois os barulhentos capitalistas fazem guerra com qualquer povo que faça barulho. Pois fazer barulho é a natureza dos capitalistas sociopatas, desconectados da natureza que os cerca, e da própria natureza do homem. E no silêncio da floresta, há um povo. Silencioso sim, mas há um povo.

Charles Silva

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