Oceanidade

(...)revelem-se todas as
 
porções de eternidade na posse dos tempos
 
Cantem-me todos os Divinos momentos
 
em hinos acalentando
 
ondas de oceanidade perfeita
 
...E decerto multiplicarei tuas praias longínquas
 
com marés de afagos sitiados
 
na fartura da tua graciosidade
 
onde não mais mora a tristeza
 
onde em canções mediterrânicas

Rosa Dos Ventos

Põe a vida em movimento,

Rosa dos ventos.

Segue teu caminho ao relento,

Trazendo a vaga vida adentro;

Rosa dos ventos.

 

Nem os dias e as horas contam mais o tempo.

Nem a lua e o sol servem mais ao firmamento.

Tudo se tornou vago

Entre tua despedida e esse momento.

 

Pôs a vida em movimento,

E a minha no mesmo lugar.

Ébrio

Por mais que se prolongue a meu lado,essa tal de solidão.
No quadro pintado é a noite coberta de lágrimas, arte em si numa cegueira temporária.
Não bebo sozinho as mágoas com que me engasgo, escondido neste ponto de ruptura com essa tal de solidão.
Cada copo que bebo foste tu que me provocaste a pedi-lo, sabendo muito bem a minha fraqueza.
E eu bebo, um a seguir ao outro, ansiando o teu riso.
Riu-me da minha figura, olhando-me ao espelho, com essa tal de solidão.

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