Versos Declinados*...
Autor: F.G. on Tuesday, 1 October 2013O vento bonança...
Navego no meu eu e encontro a vagabundagem dos meus pensamentos solitários.
Quando a imaginação e o encontro da fertilidade dos meus pensamentos ancoram no meu porto, vem na embarcação do meu eu todo o Amor que possuo.
O Gnomo e o Gigante
Meu Pai
Hoje adormeci sobre a imagem do teu rosto paciente
e na tua cama me deitei para sentir a tua presença, mas,
a dor de te ver partir para o Reino da eternidade, esgotou
todas as minhas forças.
São gélidas e longas as noites sem ti.
Hoje o meu corpo doeu onde me agarravas para não caíres…
Aquele sítio onde dormias sonos pausados está vazio.
Soubeste ser o meu porto de abrigo nas horas mais difíceis.
Ao abrigo da noite exclamei repetidamente o teu nome José
Safada….
E sobre o feitiço da lua
fico atrevida, safada, safadinha
fico tudo e saio da linha.
Cometo todos os delírios,
quero,
amar,
beijar,
sorver-te,
tatuar-me em teu corpo de
homem safado, que dança comigo
no leito do amor,
no jardim do esplendor.
Afoga –me em teus braços,
reboliça em meu espaço,
desnuda em teu prado,
ansiosa por te amar,
viro oferecida enquanto exploras
meus vales, meus becos,
e minhas entranhas, entre pelos
Para ti,
Espero-te em mim no amanhecer de pele nua,
são momentos que eu não chamo,
são presentes esquecidos que soluçam dentro
do meu corpo febril.
Como gosto de te sentir assim.
Não há razões para reclamar o teu chamamento,
saudades do teu toque e
no sossego das correrias alinhavas Tanto em Tanto e
tão melodiosa poesia.
Hoje só posso recordar e
na recordação projeto o
aguçar do apetite, de que
és o meu desejo em teu prazer.
A vida é feita de pequenos momentos
SAUSSURE, FERDINAND
1857 – 1913
O Significado e o Significante
“Na vida dos indivíduos e da sociedade, a linguagem é um fator de importância maior do que qualquer outro”.
“Toda mensagem é composta por Signos”, ROMAN JAKOBSON.
Notas biográficas
Corpo – Homem
Despido do salivar da minha língua,
teu corpo-homem arde em fogo nas cinzas
do olhar solto de prazer.
No topo do tronco flutuam letras de cabelos brancos,
que marcam a vivência física.
Olhos fundidos no manto verde dos campos,
cercados por cercas escuras da noite,
Inebriam meus- teus lábios dormentes,
não…, sim…, respirar teu hálito,
prender tua língua na minha,
perder-me no alfabeto do Corpo-Homem.
Escorre pelo meu rosto caricias, carinhos