Corpo – Homem

 

 Corpo – Homem

Despido do salivar da minha língua,

teu corpo-homem arde em fogo nas cinzas

do olhar  solto de prazer.

No topo do tronco flutuam letras de cabelos brancos,

que marcam a vivência física.

Olhos fundidos no manto verde dos campos,

cercados por cercas escuras da noite,

Inebriam meus-  teus lábios dormentes,

não…, sim…, respirar teu hálito,

prender tua língua na minha,

perder-me no alfabeto do Corpo-Homem.

Escorre pelo meu rosto caricias, carinhos

De Uma Vez

Estou cansado dessa felicidade diluída,
desses sorrisos em conta gotas.
Não aguento mais a amargura da vida,
essa música sem tempo nem notas.
 
Eu quero a vida de uma vez,
como se tira um band aid.
Se for pra doer, que doa uma vez,
se for pra prazer, que me deleite.
 
Quero viver com vontade, não descer pelo ralo,
quero cantar no meio da rua...
Quero sair com os amigos e beber do gargalo,

Outono

Tapetes de folhas caídas
Na floresta densa de tantas vidas
As árvores dançam com o vento
O Universo canta com alento…
O sonho tem o perfume de rosas
Quando o chuva caí sobre pedras preciosas!
Outono, pintado de nostalgia
Num quadro cheio de magia
Pássaros cantando nos ninhos
Percorrendo do êxtase os caminhos
Arbustos entrelaçados como amantes
Beijando-se em eternos instantes
Noites inteiras até ao raiar da aurora
Ah,... tão bom como doce de amora!
Assim é este Outono em Outubro

O Ato

O Ato

Sorvo –te na mente do pecado carnal ,

possante em fogo de chamas ardente

pressiono vaginalmente as paredes do útero

e incendeio o tesão .

Deposita o teu corpo em ardor  e exsudado no meu

regaço e dança a dança do prazer,

mitiga os meus desejos  nos teus lábios suculentos,

abocanha-me os mamilos,

toma-me por inteira,

sacia o corpo em doce ínclita e sedosa pele,

converte-me nesse amor grávido,

 nessa alma inquieta,

caldeia todas as emoções, desnuda o prazer,

Meu corpo mar

Meu  corpo mar

 

Se soubesses como o meu mar é impetuoso,

Se soubesses como eu atenho nas águas paradas,

Se soubesses como é o anuir do meu corpo mar,

Se soubesses como se caldeiam nesse salgado azul,

Se soubesses como é ardente o sol em tarde de verão,

Se soubesses como é o deslumbro melódico do fustigar das ondas no meu corpo,

Se soubesses como é amar o pernoitar da lua,

Se soubesses como eu amo o mar silenciado na areia

Se soubesses…………

 

Gila Moreira 

Sem saber como saí do abismo

Sem saber como saí do abismo

Sem saber como
e porquê descobri 
os meus defeitos e 
as minhas qualidades.

Sem saber como
tropecei no abismo e
vi uma mulher tristonha
vestida de negro.

Sem saber como
adormeci e nos meus
sonhos permanecia 
a mulher do abismo 
a gritar alto para o mundo,
" Amai-vos uns aos outros e
obtereis a PAZ."

Pages