um puzzle lacrimado
Autor: António Tê Santos on Thursday, 5 March 2026a dolência inscrita na alma das pessoas fazem-nas sublevar: porque o medo explora o terreno rugoso das suas vidas; porque a fragrância dum destino infeliz as faz afligir; porque um involuntário rancor sustenta as suas desaprazíveis emoções.
um puzzle lacrimado
Autor: António Tê Santos on Thursday, 5 March 2026recrudescem os exemplos de fraternidade quando banimos os nossos obstáculos através de juízos relevantes; através dos nossos versos sensatos quando modernizam os solidários fervores; através dos nossos desígnios sagazes quando perseguem a maestria.
um puzzle lacrimado
Autor: António Tê Santos on Wednesday, 4 March 2026a textura do meu ser espalha-se para o núcleo das suas efusões: num fluxo obstinado de proezas que se adensam para que eu seja um lúcido pensador cercado por inúmeros temporais; por sorvedouros que me constrangem a refugiar na solidão.
um puzzle lacrimado
Autor: António Tê Santos on Wednesday, 4 March 2026a postura de quem gera os desatinos do mundo é consentânea com a sua indigência moral: os seus ditames são reflexo duma má absorção dos inflamados discursos tribais; e as suas veleidades de domínio são erigidas pelas frustrações populares.
um puzzle lacrimado
Autor: António Tê Santos on Wednesday, 4 March 2026avalio os danos provocados pelas guerrilhas mundanas na minha consciência; as insídias que atrapalharam as minhas práticas fulgentes e as minhas detonações emocionais; as protuberantes fantasias que desfrutei para abrandar a pasmaceira envolvente.
um puzzle lacrimado
Autor: António Tê Santos on Tuesday, 3 March 2026construí uma imagem que transparece os meus desencantos, os amplexos fingidos que tolerei, as minhas notáveis atuações nos palcos da fantasia, as minhas dádivas pueris rematadas com o estandarte da timidez, os meus princípios éticos.
um puzzle lacrimado
Autor: António Tê Santos on Tuesday, 3 March 2026houve um desgaste provocado pelas tempestades que suportei e pelas críticas implacáveis dos meus adversários; pelas ondas de ciúmes que senti e pelas guerrilhas laborais; pelo inesgotável empenho das perversidades humanas.
O Relógio dos Inocentes
Autor: Graca Mendes on Tuesday, 3 March 2026A vida é um rio que corre,
Num sopro breve de vento.
O presente logo morre,
No altar do esquecimento.
O ontem já foi agora,
O amanhã já se sente,
Enquanto o mundo lá fora
Rouba a paz de tanta gente.
Os ilustres traçam guerras,
Loteiam a liberdade.
Espalham dor pelas terras...
Que triste realidade!
A vida voa no tempo,
Nas asas do pensamento,
Cruzando o vago profundo
Deste nosso imenso mundo.
Que acorda, ora sorrindo,
um puzzle lacrimado
Autor: António Tê Santos on Tuesday, 3 March 2026a veemência dos sentidos nos folguedos em que participei derivou das metamorfoses da minha essência, dos parâmetros trepidantes da minha extravagância, das degeneradas conjunturas da minha vida, dos traumatismos profundos que me fizeram apartar do mundo envolvente.

