Desilusão

ATÉ QUE VENHA A CHUVA.

Porquanto guardarei o meu sorriso...
Talvez até que venha a chuva,
Para que as minhas lágrimas se confundam
E assim desçam mais rápido aos meus pés
E deixe-me ver o sol.
Somente o vento após a chuva enxugará meu rosto
E me livrará das manchas das lágrimas de outrora;
Apenas chuva, sol e o vento agora...

AMOR, INGRATO AMOR.

Eu sempre preferi acreditar que as lagrimas que brotaram dos seus olhos
Eram oriundas da felicidade que o meu sorriso lentamente esboçava.
E que os motivos que me traziam tal felicidade,
Jamais seriam menos do que o que a mim desejava.
E nunca havia percebido que apenas quando estava eu triste,
É que um lindo sorriso de teus lábios brotava.
Amor, ingrato amor!
Come das minhas migalhas, alimentando-se da minha dor.
Revira meu lixo, sonda a minha vida,

Ativismo Sedentario I

 

In, Ativismo Sedentário - 0,49 Poemas sobre Revolução

 

Mentes pouco cientes do que se passa á sua volta.

Opiniões latentes variam

á medida do que mais convém.

Praguejam que são impotentes

mas não levantam o cu para votar,

não assumem os seus ópios,

materializam os seus hobbies.

Conheces o conceito de lobbies?

É ver, serrir e acenar... corta-me o ar

 

In, Ativismo Sedentário - 0,49 Poemas sobre Revolução

 

Aparento ser mais um sem rumo.

A lucidez em mim sempre perdura, o tempo desvaneceu-se em fumo.

Horários trocados e mobilidade de uma escultura.

Explosões e mais implosões só de ideias, o fumo sai cada vez mais pelos ouvidos...

Um quê de rebeldia, amor-próprio e vou praticando a postura.

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