Fantasia

Filosofias

Desenho castelos
em nuvens de espuma
caiando bonança.

Cavalgo sem medo
num cavalo alado
dorso esperançado
de eterna criança.

Sou o que ninguém pode tirar
o vaguear da alma em desalinho,
o que apenas se esvai com a verdade!

E uma Fénix dourada faz ninho
no caminho de cinzas da saudade.

(Rui Tojeira)

####BELDADE ####

O ensaio de uma musa,
De uma beldade que se abusa.
De um ensaio sensual,
Como uma mulher linda.
Uma animadora de torcida visual.

Que procura um lugar ao sol,
Exibindo o seu paiol.
Tirando onde com sua identidade,
Sendo irreverente cheia de beldade.

Que se declara,
Sendo uma mulher de jóia rara.
Por trás dessa obra de arte,
Aceita o destino com naturalidade.
Descobrindo sua cartilha,
De seu sonho de ilha.

Imaginação

 

Fechei os olhos e aos poucos

Fui me imaginando tão longe.

Senti o vento me tocando

Como se eu estivesse a voar.

Levantei os braços, abri as mãos

Eu podia sentir as nuvens entre

Meus dedos.

Sentia minha respiração cada

Vez mais ofegante.

Então comecei a girar todo o

Meu corpo, como se eu tivesse

Asas.

Então abri os olhos e vi que nada

Era real. Mas por alguns segundos

Nada existia só eu e minha mente.

Florida por pétalas e espinhos

Onde a realidade é um pouco

IDEALIDADE

Voo balançado sem rumo nem norte
bem lançado no espaço e sem parança
alheio à minha sorte e ao destino
flutuo na idealidade de menino
no meu sonho trazido de criança.

Tenho este mundo de estórias
um paralelo de encantar
e uma alegria inocente
de voar impunemente
pelas noites de luar.

Voa, meu subconsciente alado
que sobreleva os olhos meus
vai, na matiz de imensidade
de azul prateado em fim de tarde
antes que me fujam estes céus.

EPOPEIA

Eu sou prisioneira de um gigante Adamastor
Em um castelo que fica em outra dimensão

Pensa que eu sou Tétis e que não quero seu amor
E anseia calar tudo o que a antiga musa canta

Sou a sua refém presa que nem uma tigresa
Permaneço à mercê daquele sacripanta

Aguardo um galante cavaleiro medieval
Para libertar-me dos grilhões desta prisão

E há de vir em seu cavalo veloz e prateado
Com armadura, elmo e espada de metal
Um nobre cavaleiro em seu corcel alado

A GUERRA DO SER

Dos batuques tribais soam vidas
Nos quintais abissais do universo
Sons e ritmos surreais viram versos
Nos mangues das almas vencidas

E começa a batalha contra a sina
Nas ruelas e becos do horror
Noite infinda em seu esplendor
Triste sorte que aos loucos fascina

Nos caminhos dos heróis imaturos
Os seres perdidos entre sóis
São linhas de negros anzóis
Construindo desertos futuros

A GUERRA DO SER

Dos batuques tribais soam vidas
Nos quintais abissais do universo
Sons e ritmos surreais viram versos
Nos mangues das almas vencidas

E começa a batalha contra a sina
Nas ruelas e becos do horror
Noite infinda em seu esplendor
Triste sorte que aos loucos fascina

Nos caminhos dos heróis imaturos
Os seres perdidos entre sóis
São linhas de negros anzóis
Construindo desertos futuros

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