Geral

Arrepio

                       Um arrepio percorreu meu corpo

                       Fazendo-me suspirar encabulada

                      Porém sei o motivo,presa enjaulada

                      Em segredo, alivio no trago do copo

 

                      Tristeza sentida, dolente

                       Na face despida do riso

                        Caminhando em rumo indeciso

                       Cambaleia um corpo doente

 

                        Um suspiro engasgado

                        Em seu passo o disfarce

BOX.

Cá estou diante o vidro do Box,
Onde a cada gota que desliza sob meu reflexo
É uma lágrima que se mistura aos do chuveiro.
 
Percorrendo cada traço do meu corpo,
Limpando cada ferida em carne viva.
Cada uma com sua história,
Uma luta,
Uma derrota.
 
E, diante a esse mesmo vidro,
Não me vejo mais!
O vapor embaça a verdade
Surgindo um sorriso.
 
Um
Sorriso
Embaçado.
 
 
Rafaela Maria, julho de 2017

Incendio

O fogo dança enquanto queima

o fogo dança enquanto queima a madeira

o fogo sobe ao telhado,

o fogo dança enquanto queima o açoalho,

o fogo corre, cada vez mais perto do quarto.

 

a escada é sua passagem

o sono, agora pesado,

o fogo ja bate, ja queima a porta,

logo estará em seus quartos.

Fugi de casa

Fugi de casa

 

Quando amanheceu coloquei o meu plano de fugir dali em prática. Arquitetei tudo, organizei, esperei a melhor hora para tentar a fuga. Consegui, corri desesperado, mas durante a fuga eu lembrei que deixei o café no fogo, aí voltei pra casa.

Existe

                Há  muitas coisas boas 

               Outras coisas muito boas

              Uma delas é você

               Estar dentro de meu coração

               Tão bom...  tão  bom!

 

  Nereide        

Velejando

 

           Lá vou eu mundo afora

          Mar  adentro

         Sem rumo ,sigo em frente

        Tem que ser agora

         Mundo imenso

         Mar  profundo

         Andando velejando

        Gira a roda

        Roda o mundo

        Com meus olhos marejando.

 

   Nereide

Mudo

3-04-2017
Ante as possibilidades de me maravilhar e a desilusão,
numa expressão contínua e fluída de imprecisões,
feita de pretéritos perfeitos e presentes transpostos, 
acordo os mudos que me habitam
mergulhados no silêncio fúnebre da folha de papel.

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