Soneto

A Morada da Fênix no Paraíso

 

Nesta terra em que pisa e repousa,

Saudade alguma jazerá dentro de teus olhos.

Aqui, passado e futuro são cautelosos

Dentro da morada da presente moça.

 

Tua solidão guiou-te até aqui.

Nem maiores e nem menores serão as dores

Quando tua alma viver o que já vivi.

 

Vamos. Apoie teus ouvidos nos arredores

Dos obeliscos que sustentam a alvorada.

Apenas hoje

Hoje vou conservar o gelo com o calor do sol,

cultivar a solidão da multidão para a multidão,

polemizar Godard com o inventivo Godard

 hoje vou desconsertar Foucault pelo próprio.

 

Hoje vou elogiar a lamúria, com lamúria,

metáforas com a expressão maior da figura.

Hoje vou sentir o amargor do puro mel,

gritar  em silêncio o clamor de uma sociedade.

 

Hoje vou contar as lágrimas vindouras,...

Quero a candura e a disciplina, fora da piscina

em piscinal competição, o maior competir é a vida.

 

O maior segredo

O maior segredo
(Mauro A Evaristo)

Antes de sair arrumando inimigos
Abra e leia o Livro,
Antes de abrir a boca, causar encrencas
Reflita sobre o que pensa.

Antes de postar quaisquer bobagens
Analise a sutileza das mensagens,
Antes de criar encrencas
Reflita sobre tudo o que pensa.

Antes de apontar os dedos
Acusando esse ou aquele de gerar medos
Reflita bem sobre o que vai fazer

Dizem por aí que o maior segredo
Está em filtrar bem o que vai dizer
Isso evita que o problema seja você.

Precisão

Precisão
(Mauro A Evaristo)

É preciso pensar direito,
Evitar as filhas gêmeas do preconceito
A coletiva induzida da Ignorância
Que está sempre ao lado da Intolerância.

É preciso nesse momento urgente
Proteger do melhor modo nossa mente,
Buscar formas práticas e inteligentes,
Evitar cada um ser inconsequente.

É preciso uma nova forma de pensar
Pra que não voltem nos enganar,
Ficarmos atentos aos comandos

A luz brilhante dos meus dias

A luz brilhante dos meus dias
(Mauro A Evaristo)

Assim que aventei a possibilidade
Que você (sei lá de onde) voltaria
Toda a minha realidade
Brilhou de tanta alegria.

Assim que aventei que depois de anos
Você sem sequer um aviso voltaria
Todos os meus desenganos
Murcharam frente tanta alegria.

Assim que aventei que você
É toda a minha razão de viver
Não volta pois já é minha energia

As agruras dos que me fazem sofrer
Perderam-se sem nenhuma fidalguia
Pois, és a luz brilhante dos meus dias.

Rio de mim

Rio de mim
(Mauro A Evaristo)

Sempre que posso eu rio de mim,
Rio de janeiro, fevereiro e março,
Gargalho nos desertos a jardins,
Alô, alô, Realengo! Aquele abraço!

Ser gentil é um gesto belo,
Belo Horizonte é muito mais,
More em cortiço ou castelo
Importa é por dentro estar em paz.

Eu rio de mim sempre que posso,
Rio de janeiro, fevereiro e março,
Alô, torcida do América, aquele abraço,

Eu vivo em paz, comigo, com o que gosto,
Meses passam no meu rosto,
Alô, alô, BH, eu te amo sem embaraços!

A máquina da ilusão

A máquina da ilusão
(Mauro A Evaristo)

A máquina de ilusão
Continua causando divisão
Uns brigam pelo menos pior
Outros sequer sabem o que é melhor!

Assim segue toda uma nação
Onde o mais ilustre cidadão
Se destaca sem ter o livro na mão
Exemplo mor de geração a geração.

E eu aqui dentro do ônibus
Indo tendo que ir bater o ponto
Talvez o meu placebo pra não me iludir

Enquanto vejo da alegria ao desencontro
Os que crêem sem verem o que vai surgir
Jogo contínuo cada um tem seu peso em si.

Mães Coragem

A máquina da ilusão
(Mauro A Evaristo)

A máquina de ilusão
Continua causando divisão
Uns brigam pelo menos pior
Outros sequer sabem o que é melhor!

Assim segue toda uma nação
Onde o mais ilustre cidadão
Se destaca sem ter o livro na mão
Exemplo mor de geração a geração.

E eu aqui dentro do ônibus
Indo tendo que ir bater o ponto
Talvez o meu placebo pra não me iludir

Enquanto vejo da alegria ao desencontro
Os que crêem sem verem o que vai surgir
Jogo contínuo cada um tem seu peso em si.

Mães Coragem

Mães Coragem
(Mauro A Evaristo)

Este soneto é para celebrar
A persistência da Mãe Coragem
A mãe que o sistema tenta calar,
Mas não afeta sua imagem!

Este soneto é para todas as mães Coragem
Que os filhos mortos não puderam falar
Que o Amor de Mãe é a maior mensagem
Que chega em qualquer lugar.

Este soneto também é um lamento
Aos homens que disputam o poder
E não fazem nada pelos que estão a morrer

Preterido

Preterido
(Mauro A Evaristo)

O flautista de Hamelin,
Os cantos das sereias
Não têm seus efeitos sobre mim
Não mais me meço por réguas alheias.

Nesta sociedade de valores invertidos
Onde quem trabalha é preterido
Em detrimento a notórios bandidos
E há quem aplauda, ache bonito.

Hoje olho para o lado e me assusto
Com a precariedade dos discursos
E tento em vão a muitos dizer

Que a humanidade está a um pulo
De não mais acordar para perceber
Que existe poder infinito em todo ser.

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