Platôs mansos em deleites mornos

 

Julho de fogo lençóis em chamas ao vento,

Tem nas costas da amarela Serra

Um Moisés ou um Dragão.

Cercania com sarilhos indecentes

Qual rosto urinado

Quão terrível

Quão Atlantis na meiguice de Atenas

Ao encontrar no zodíaco

Todos os pelados deuses caídos.

 

Arriscar um nome e perder todas as joaninhas das matas,

O adeus e o lamento do sono com som de fúria

Feito bomba atômica do peito

Fundir-se às lamuriosas alfazemas zincadas.

 

Pecai em meu nome com toda vossa culpa

MEU IRMÃO ALAN

Querido irmão, se minha voz ouvir pudesses
Nessa hora triste de lembranças, de pesares,
Ao teu ouvido mui ameno eu falaria,
Como cantei-te os acalantos muitas vezes,
Que não levou-te de meu seio esta distância
Imposta pelos labirintos desse fado,
A impedir-me de em ti fitar minha alegria
E na inocência de teus olhos mergulhar.

DUETO: Nereide - João Murty "ESPERANÇA"

ESPERANÇA

Esperança!
Uma palavra
Um nome
habita meu Ser.
Transita ou adormece.
Estanca!

Na vida há que se ter.
Nesta vida descabida,
um momento de festança
Meus olhos ao reter
a figura da criança.

Seguir o caminho do instinto
servindo como alimento.
sigo sempre faminto.
Mas o dia haverá
sendo até labirinto,
com alegrias e sofrimento,
pelo caminho que me seduz,
encontrarei um raio de luz.

Esperança!
Uma palavra
Um nome.

A Cor e a Circunstância

A Cor e a Circunstância

O azul é meigo
O verde é vigoroso
O branco é suave
O cinza é tênue
O preto é incisivo
O amarelo é vivo
O vermelho é ação

Diga a sua cor e complete o poema!
Imagine a cor, não olhe para ela
Onde a imaginação te leva a uma cor
que outras cores estarão esperando por você
A cor na coisa mais linda que você já viu
Lá, onde só era a cor, mas não a circunstância

Charles Silva

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