SEU CORPO, MEU DESEJO

Deito meu corpo junto ao seu, 
Sinto seu calor, estas a dormir. 
Ouço tua respiração pauseada pelo sono.
Roço meu corpo ao seu.
 Sinto vontade de tocá-lo, amá-lo.
Mas não quero tirá-lo dos seus sonhos.
Pele com pele, e a minha queima a cada contato.
Quero-o não posso ficar assim!
Preciso de você 
Preciso senti-lo! 
Tenho sede! 
Sinto fome de amor.
Não posso mais...
Minhas mãos passeiam sobre teu corpo.

Quando vens amor?

Quando vens amor?

Aconchega-te no coração do Inverno,

sente a vibração das rochas que bramem como leoas dentro de mim,

sente o uivar do silêncio em terras desertas.

São paixões,

são carícias de vento em teu rosto que percorrem distâncias indefinidas.

 

Quando vens amor?

Espero-te em mim dentro da saudade,

penso-te,

soletro o Sol em longas esperas,

imagino-te em reflexo de mim.

 

Quando vens amor?

Caminho com sofreguidão em caminho íngreme,

Anjo

Despida de uma imagem

Era sã aquela perfeição

Parecia miragem

Que tocava o coração

 

Tinha um toque suave

Que me dava a ilusão

Semelhante aquela ave

No meio da confusão

 

Assim me envolveu

Com muita motivação

Aquela espécie de céu

Que agora tinha na minha mão

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