Aforismo

percurso

Poderão chamar de tudo, cada  com o seu significado, para mim  percurso!

 

Poderão chamar-lhe de caminho?

Chamar de acomodado!

De vontades grandes, mas pouco recurso:

Tudo?

Cada verso um legado!

Com pontuação, nada mudo,

O sentido é continuar:

Seu interior mostrar!

Significado!

Para os amigos, todo o carinho:

Mim, como que agradado!

Percurso.

 

Poderão até não ter significado:

Poemas com todo o carinho!

Não ficarei mudo,

Cada um com o seu caminho?

ver

Será a ver que o futuro nos trará uma nova linguagem própria?

 

Será?

A palavra, todas, se sustentam!

Ver?

Que num jeito meio perdido:

O céu a deixar de ser escuro:

Futuro?

Nos ensinará!

Trará?

Uma vontade própria:

Linguagem,

Própria!

 

Será que se sustentam?

Jeito assumido!

Trará um futuro?

A linguagem será!

O que nos ensinará?

Linguagem:

O céu ainda escuro,

Um futuro ainda por ver,

São os abraços que nos alimentam:

pardalito

Até poderemos ser um dia como pequenos pardalitos a voar sem parar!

 

Até o aprendemos?

Poderemos?

Ser!

Um ponto no ar:

Dia!

Como seria?

Pequenos saltinhos:

Pardalitos!

A vontade toda de cantar:

Voar!

Sem nada mais que alegria:

Parar?

 

Até seremos como o ar:

Um dia!

Pequenos passarinhos:

Pardalitos,

A alegria,

Toda feita de saltinhos:

Cantar!

Voar:

Em pequenos gritos!

Como seria?

A vontade dos aflitos!

palavras

Quantas palavras poderão manter os significados quando as pessoas perderem os sentidos?

 

Quantas mais são as visões?

Palavras que sozinhas se ergueram!

Poderão, todos os erros ser reunidos?

Manter,

Os momentos são feitos a escrever!

Significados:

Quando os toques são desajeitados!

As sensações?

Pessoas a tudo sentirem!

Perderem,

Os gostos que pelo meio ficaram:

Sentidos!

 

Quantas são as sensações?

Palavras que não se ergueram!

Apenas erros reunidos:

invenções

Conseguiremos escrever todos os jogos de palavras, sem precisar de novas inventar?

 

Conseguiremos dar sentido às nossas invenções?

Escrever!

Todos os impulsos são benvindos,

Os consiga criar!

Jogos,

De ténues inspirações:

Palavras com sentido de ser,

Sem definições!

Precisar,

De tempo para as dar a conhecer:

Novas criações:

Inventar!

 

Conseguiremos criar:

Escrever?

São invenções,

Impulsos lindos:

sentidos benvindos!

Inspirações?

psiuu...

Saberemos, nós, feitos poetas, algum dia, quantas palavras caberão no silêncio alheio?

 

Saberemos?

Nós, não seremos donos da poesia!

Feitos de palavras predilectas:

Poetas?

Algum barulho, como devaneio:

Dia!

Quantas noites, por vício, por dormir ficarão?

Palavras sem termo meio!

Caberão?

No mesmo momento:

Silêncio como sentimento:

Alheio!

 

Saberemos poesia?

Feitos donos de um certo devaneio!

De palavras predilectas:

Nós poetas?

Sem termo meio,

do que somos feitos?

Afinal podemos dizer que sabemos do que somos feitos, fora a escrita?

 

Afinal nem tudo conhecemos!

Podemos inventar numa situação aflita:

Dizer!

Que apenas aconteceu,

Sabemos que não somos perfeitos?

Do futuro, ideias, imaginação: o céu!

Que mais do que escrever?

Somos aquilo que ficará por acontecer?

Feitos:

Fora: todos desfeitos!

A vida é o que já sabemos:

Escrita!

 

Afinal aflita!

Tudo conhecemos:

Somos perfeitos!

Tudo podemos inventar:

saber!

Saberemos diferenciar todas as histórias que lemos hoje sem as esquecer amanhã?

 

Saberemos outras mais inventar,

Diferenciar!

Todas as conversas que tivemos,

As mais pequenas memórias,

Todas juntar para um dia contar:

Histórias

Que, afinal, até as queremos escrever,

Lemos!

Hoje, como se fosse só um dia!

Sem pensar na vã ousadia,

As voltas de no fim termos que ser,

Esquecer:

Amanhã!

Saberemos diferenciar!

Outras, até, inventar?

Conversas que lemos,

Histórias,

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