Aforismo

vínculo

Será mesmo necessário sentirmo-nos vinculados a um restrito sentido nesta vida terrena?

 

Será a nossa estrada serena?

Mesmo como está escrito!

Necessário,

Sentirmo-nos!

Vinculados?

A este modo ordinário?

Um dia de tons amarelados!

Restrito:

Sentido?

Nesta sina singirmo-nos:

Vida,

Terrena!

 

Será como está escrito?

Sentirmo-nos!

Estrada de modo ordinário,

Vinculados!

Um dia: restrito!

Vida?

Como estrada serena,

Dia necessário!

espera

Será que um dia aprenderemos a saber esperar, como a nossa prisão?

 

Será eterna solidão?

Que nos fará perpetuar?

Um dia por escrever!

Dia de razão!

Aprenderemos?

A saltar:

Saber!

Esperar?

Como se aconteceu o que quisémos!

A sina é tentar?

Nossa perdição:

Prisão e paixão!

 

Será razão?

A perdição,

A esperar!

Como saber?

A sina é saltar:

Escrever,

Dia de paixão?

Que aprenderemos

Como quisémos?

Tentar!

fagaria

Será que escrevemos, escolhendo as melhores palavras, apenas em jeito de fagaria?

 

Será com o intuito de convencer?

Que seguimos o melhor de nós, vivendo?

Escrevemos!

Escolhendo,

As fortes rimas por defeito:

Melhores?

Palavras com sabores!

Apenas como o mestre faria?

Em toda a sua gíria!

Jeito,

De valor fica o que fazemos:

Fagaria!

 

Será melhor vivendo?

Convencer com o que escrevemos:

Rimas com defeito?

Escolhendo as melhores:

Como sabores:

Faria?

Perseverança do dia. Caso 07.

P.D. Caso 7.

 

O petiz me esperava sobre a luz opaca do consultório. Sexo masculino, idade das promessas.  Toquei em seu ombro tremulo, mirrado, que buscava adentrar o próprio tronco a procura de abrigo. Quem é você? Perguntou assustado. Sua luz era a música verdadeira, sua força esquecida na digestão da consciência, ativa, bruxuleante e viva.  Bati de leve duas vezes, ele entendeu.

dilema

 

Poderá a vida ser uma narrativa cheia de dilemas, respostas, desvios rimando?

 

Poderá, então ser uma série de poemas,

A vida, errática, todos os dias corrupios:

Vida exploviva,

Ser em superando!

Uma peça dramática:

Narrativa?

Cheia de raivas expostas?

De esquemas!

Dilemas?

Respostas?

Desvios!

Rimando.

 

Poderá ser em superando?

Série de poemas!

Corrupios:

Vida dramática!

Explosiva,

Cheia, errática!

Narrativa,

expectativa

Teremos apenas uma vida de expectativas, ou será que vivemos simplesmente assim?

Teremos como rima perdida?

Apenas o que escolhemos!

Uma noite sem fim

Vida?

De passo em passo, como gente?

Expectativas!

Ou no encontro de linhas intempestivas?

Será? Enfim!

Que venham todas de vez, história ainda não lida!

Vivemos?

Simplesmente!

Assim?

 

Teremos o que escolhemos?

Uma vida!

Passo de expectativas:

Gente!

Linhas intempestivas:

Todas de uma vez, simplesmente!

língua

Como seria a nossa existência senão existisse uma língua para comunicarmos, escrevermos?

Como se assim existíssemos?

Seria tudo menos que existência!

A falta de ciência!

Nossa razão seria vazia, sem a conhecermos:

Existência?

Senão noite sem dia!

Existisse, sem falarmos?

Uma história sem magia!

Língua sem sentido, bonito, voz ou essência

Para quê tudo o que já foi escrito?

Comunicarmos, através de uma págima branca, vazia!

Escrevermos?

 

Como falta de existência!

Seria vazia,

assumir

Saberemos, comuns mortais, reconhecer, assumir, quando chegámos aos limites da situação humana?

 

Saberemos quando a derradeira nos descobrir?

Comuns inocentes:

Mortais!

Reconhecer?

Assumir!

Quando não ouvirmos mais,

Chegámos, desistentes?

Aos versos se os existir?

Limites sem finais!

Da existência mundana!

Situação do ser:

Humana!

 

Saberemos reconhecer?

Inocentes,

Mortais?

Assumir

Se os existir!

Limites finais,

Chegámos mais:

rombo

Quão grande será o maldito rombo, quando, desesperados finalmente, dermos conta dele?

 

Quão difícil é o tombo?

Grande, inadvertidamente!

Será como infinito?

O tempo o dirá!

Maldito!

Rombo!

Quando já estivermos entediados?

Desesperados:

Finalmente!

Dermos, como instinto,

Conta como um dito!

Dele, se fosse gente!

 

Quão infinito?

É o tombo!

Inadvertidamente!

Tempo maldito:

Rombo!

Conta como gente?

Dermos instinto,

Finalmente!

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