Aforismo

dilema

 

Poderá a vida ser uma narrativa cheia de dilemas, respostas, desvios rimando?

 

Poderá, então ser uma série de poemas,

A vida, errática, todos os dias corrupios:

Vida exploviva,

Ser em superando!

Uma peça dramática:

Narrativa?

Cheia de raivas expostas?

De esquemas!

Dilemas?

Respostas?

Desvios!

Rimando.

 

Poderá ser em superando?

Série de poemas!

Corrupios:

Vida dramática!

Explosiva,

Cheia, errática!

Narrativa,

expectativa

Teremos apenas uma vida de expectativas, ou será que vivemos simplesmente assim?

Teremos como rima perdida?

Apenas o que escolhemos!

Uma noite sem fim

Vida?

De passo em passo, como gente?

Expectativas!

Ou no encontro de linhas intempestivas?

Será? Enfim!

Que venham todas de vez, história ainda não lida!

Vivemos?

Simplesmente!

Assim?

 

Teremos o que escolhemos?

Uma vida!

Passo de expectativas:

Gente!

Linhas intempestivas:

Todas de uma vez, simplesmente!

língua

Como seria a nossa existência senão existisse uma língua para comunicarmos, escrevermos?

Como se assim existíssemos?

Seria tudo menos que existência!

A falta de ciência!

Nossa razão seria vazia, sem a conhecermos:

Existência?

Senão noite sem dia!

Existisse, sem falarmos?

Uma história sem magia!

Língua sem sentido, bonito, voz ou essência

Para quê tudo o que já foi escrito?

Comunicarmos, através de uma págima branca, vazia!

Escrevermos?

 

Como falta de existência!

Seria vazia,

assumir

Saberemos, comuns mortais, reconhecer, assumir, quando chegámos aos limites da situação humana?

 

Saberemos quando a derradeira nos descobrir?

Comuns inocentes:

Mortais!

Reconhecer?

Assumir!

Quando não ouvirmos mais,

Chegámos, desistentes?

Aos versos se os existir?

Limites sem finais!

Da existência mundana!

Situação do ser:

Humana!

 

Saberemos reconhecer?

Inocentes,

Mortais?

Assumir

Se os existir!

Limites finais,

Chegámos mais:

rombo

Quão grande será o maldito rombo, quando, desesperados finalmente, dermos conta dele?

 

Quão difícil é o tombo?

Grande, inadvertidamente!

Será como infinito?

O tempo o dirá!

Maldito!

Rombo!

Quando já estivermos entediados?

Desesperados:

Finalmente!

Dermos, como instinto,

Conta como um dito!

Dele, se fosse gente!

 

Quão infinito?

É o tombo!

Inadvertidamente!

Tempo maldito:

Rombo!

Conta como gente?

Dermos instinto,

Finalmente!

infinito

Será que algum dia, saberemos, no futuro, quanto tempo o tempo tem?

 

Será essa a nossa magia?

Que até ao infinito seremos?

Algum momento, a inevitável nos atinge!

Dia do eterno escuro,

Saberemos?

No instante cá no outro além!

Futuro ?

Quanto do tempo?

Tempo de todos e de ningém :

O encontro onde se inicia:

Tempo que nos cinge!

Tem?

 

Será inevitável e nos atinge,

Dia,

escuro seremos!

Magia?

Que saberemos?

Instante, futuro que nos cinge!

pecar

Qual será o maior pecado que ainda nos resta cumprir nesta maldição?

 

Qual poderá ser a pior tentação?

Será decerto desistir!

O objectivo não criado,

Maior que qualquer manual:

Pecado!

Que se torna vida e sensação,

Ainda que não esteja contado,

Nos versos, outros sem igual,

Resta o tempo, bem passado:

Cumprir!

Nesta e em qualquer outra simulação,

Maldição!

 

Qual Pecado?

Manual,

Tentação,

Tempo contado,

Sensação!

Sem igual.

Resta cumprir,

todas as palavras

Que faremos quando se escreverem todas as palavras, se extinguirem os mundos?

Que inventemos novas vidas!

Faremos como fizeram os que nos antecederam?

Quando o deixarem!

Se as vontades forem devidas:

Escreverem,

Todas e tantas palavras,

As mesmas,de sentidos tão ou mais fecundos:

Palavras!

Se assim o entenderem,

Extinguirem!

Os pontos, vírgulas- pausas que sempre encantaram!

Mundos!

 

Que palavras,

Nos antecederam?

Sentidos fecundos!

Sempre encantaram?

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