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Geral

UM POETA...

Um poeta, um escritor, um artista...
Sonhador, de opinião formador, pintor, 'desenhista'...!
Orador, pregador, alquimista, amador e amante inveterado!
Um dom, um 'chamado', uma arte... se aprende a ser
Ou alguém já nasce...!
Um privilegiado, escolhido, bardo, fingido, dotado...

Sísifo vive ao teu lao

Pegue-o antes que seja tarde
Traga-o a lucidez sem alarde
Um dia ele agradecerá Jó:
O da bíblia extenuado e só
Viverá pelejando abstinência
Ao berrar ao céu tua clemência

 

Puxe-o do sofrimento perene
E o jaz na crist(ã)lina pedra solene
A que desgraça Sísifo
Na absurdidade das rochas gastas

 

Perdão

Tudo isso para não dizer o óbvio
Enclausurado no silêncio sepulcral
Ninguém nunca suspeitará
E eu nunca direi o que já foi
Um perdão? Compreensão? Tanto faz

Nada disso me grita ao oculto
Enterrado nos gritos alarmantes
Todos saberão do ocorrido
E eu direi sempre o presente tormento
Justiça? Rigidez? Tanto faz

 

Ideia de Deus

A sociedade é baseada no sofrimento.
Todos não dizem o nome dele,
Àquele cujas normas nos ditaram
Como viver, sofrer e glorificar.
Está em tudo, mas, ao mesmo tempo,
Em nada está.
Melancolicamente vivemos assim,
Enquanto nossa poeira não voar
às estrelas, não aprenderemos
a nos limpar.
Um eterno marasmo onde Você
Está só, pois experimentamos
a vida, enquanto experimentas
A eternidade do ser.

 

TEXTÃO

Alguns minutinhos('ou horas') de sua atenção...
Seu precioso tempo dedicado a navegar pela rede
Ou de se estirar nesse sofazão...
Para mais esse meu textão!
Que pode lhe transmitir alguma coisa,
Você pode não ganhar, mas também não lhe custará nada!
Talvez eu ganhe algumas curtidas tomando um pouco de seu tempo...
Talvez você perca o seu tempo, mas não saberá se não ler!
Esse textão sobre alguma coisa ou 'coisa alguma'...

Ele

Sou anormal, agênero e aperceptivo.
Estou presente em todos teus círculos:
Nos pentagramas às cruzes bizantinas,
Entre o dúbio e o esplêndido, vós me encontrais
Bestializando e glorificando o bem e o mal.
Sou Gita, mas Demiurgo nos tormentos aeonicos
A multidão dos zilhões de deuses
Assim como o monoteísta espelho a
Refletir-me; infelizmente não enxergas  
A lágrima que cai e o sorriso que afaga.

O análogo e o literal.

Exercícios de futilidade

Humanidade que regressa a cada dia 
Sacode seu aterro na impureza do ar
O lixo intoxica a pele de todos
Apodrece as virtudes então perdidas
O fedor deixa a santidade fenecendo
Nas entrelinhas de um pecado eterno
Abençoado seja o homem tão mal 
Pelejando contra a morte, mesmo 
Radicalizando-a diariamente 
Oh! Deuses de minha história 
Fitando o ser e sua sorte 
Marasmos por todo horizonte
O olho seráfico é míope

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