Geral

Teu Riso

Ri;

Tua graça pura encanta

Te faz bela e doce

Luminosa e fascinante!

 

Ri;

Tua alegria me contenta

Serena e simples

Expansiva e radiante.

 

Ri;

Teu júbilo inocente

Tão profundo e perene

Me inspira suavemente

 

Ri;

Que teu riso gostoso

Me faz sempre ditoso!

A bala é mais cara

Passo dado
Qual é a forma da não contaminação ácida?
O sabor da distorção
Apertou o caminho
Pés e mentes não passam
Sozinhos

Jardins e flores
Existem no caminho
Num portal sem janelas
Ou extermínios
Fragrância e perfumes
Não estarão anônimos
Serão aromatizantes
Aos pedidos importantes
De amor e paz!

Poesia

A poesia é artesanato;

Pensamentos reciclados,

Trançados bem bonitinhos

Servindo de cortina

Enfeitando as janelas

Onde nos debruçamos, às vezes,

Para espairecer

E esquecer

Das coisas sérias e importantes.

 

A poesia não dá dinheiro;

Ela não pode ser feita em larga escala,

Em ritmo industrial

E vendida nas lojas e quiosques.

Não é consumida em food trucks;

Até acompanha um bom café,

Mas não é servida no cafezinho do intervalo.

 

A poesia é vagabunda;

Sintaxe

Sempre é tempo corrente;

Agora é tempo parado

Amanhã será tempo perdido

 

Hoje só pode ser infinitivo,

Futuro do pretérito

Ou pretérito imperfeito;

A depender do uso

Dos adjetivos e advérbios

- De intensidade especialmente!

 

Que pronomes e substantivos

Serão teus sujeitos?

Ou serás apenas

Adjuntos e complementos

Num objeto indireto qualquer?

AS ARMAS DE GUERRA

Com armas se faz a guerra

Sejam brancas ou de fogo

Também entra nesse jogo

O que cada lado narra

E a paz na terra, esbarra

Em palavras e matanças

As permanentes heranças

Do ódio nos testamentos

Venenosos alimentos

Para matar esperanças

 

Reuniões, papéis na mesa

E os inúteis oradores

Representantes senhores

De acusação ou defesa

E do bem, vítima presa

Pelo caos que causa o mal

Um positivo sinal

A resposta o mundo espera

Para a guerra ser tapera

Expressão

E quando todas as palavras te faltarem

Por qualquer razão

Lembra-te, ao menos, de sorrir

E seja que o teu sorriso transmita

Tua mensagem mais completa;

Seja que tu inteiro traduzas

Teus textos mais íntimos.

 

Lembra-te de olhar - e deixar-te ser olhado

Não importa que estejas triste ou zangado

Para que se leia em tuas íris

As melhores histórias de tua vida;

Teus contos, tuas poesias…

Mesmo as mais amargas

 

Escuta! Com um pouquinho só de atenção…

Meu Osso

Meu centro, meu núcleo principal, minha essência

É meu osso;

É só o que resta de mim, de fato.

Quando a alma se dissipa,

Quando o espírito presta contas a Deus,

Quando a água se esvai

E tudo o mais vira alimento

É o meu osso, o meu duro osso,

Meu esqueleto que perdura

Para revelar minha história

Alivio

Mediar o alívio
Nas medidas absurdas da dor!
Tudo na vida fica inusitado.
Quando o tutor de vingança imprópria
Fica por Deus impossibilitado de agir.
Foi tirado o seu tempo para má ação!
Não faz mais o prego na madeira de lei
Encontrar a profundidade adequada
Porque não teve o poder e empenho das mãos do carrasco
O amor é o hospedeiro que acolhe
Gregos e bons humanos
Quer salvar o mundo inteiro
É mais forte que o abraço forjado
O amor também é tutor das tristes horas,

Noites de Julho

Poucas belezas há

Como as noites de julho.

É quando todas as estrelas

Vêm brilhar, disputando

Nossa admiração;

Provocando tanto amor

Que nos extravasa,

Nos impulsiona uns contra os outros;

Para o nosso calor

Disfarçar o inverno que nos cerca.

 

Pouco encanto há

Como as noites de julho.

É quando a magia

De sonhos e amores

Traz brilho aos olhos dos amantes

E suspiros aos que sonham

Principalmente em ser amados;

Traz conforto e carinho

E amor para afastar,

O Relógio dos Inocentes

A vida é um rio que corre,

Num sopro breve de vento.

O presente logo morre,

No altar do esquecimento.

O ontem já foi agora,

O amanhã já se sente,

Enquanto o mundo lá fora

Rouba a paz de tanta gente.

 

Os ilustres traçam guerras,

Loteiam a liberdade.

Espalham dor pelas terras...

Que triste realidade!

A vida voa no tempo,

Nas asas do pensamento,

Cruzando o vago profundo

Deste nosso imenso mundo.

 

Que acorda, ora sorrindo,

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