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Natureza

Traços do mesmo risco

Rápidamente vens-me à mente, e não sei quando vens,

De repente é para sempre, esta vida não são bens.

É o momento, é nascente, que corre entre a montanha,

Sol poente vai descendo novamente nova campanha.

Saudosismo é perigoso pois como uma nuvem acumula,

Chega, e estraga um belo dia com a sua triste chuva.

Mas nada é tudo, só metade, faz parte, e existe,

Tanto o Sol como a Lua são traços do mesmo risco.

Gaivotas

Rochedos e escarpas de emoção preenchem meus fortes surtos inocentes
Belas gaivotas em piares de alternancia por entre o misterioso belo e sonoro bater das ondas do mar em afeição
afigurasse-me um mar gigante em forma de lingua encandescente de um extensissimo vulcão ativo emerge das aguas
Agua ,areia conchas crepusculos e algas e tudo envolta em fogo colorido de espuma carmim

OS OLHOS DE DEUS

 

 

 

 

As estrelas são os olhos de Deus?

 

Ou são órgãos do espaço celeste?

 

Por acaso de sua brancura emana

láctea nutrição?

 

Por acaso elas são acesas

por um famigerado acendedor?

 

Ou serão assim mesmo:

pérolas de marcante fomento?

 

Será que são flocos de marfim

dispersos no céu altaneiro

a nos guiar

em meio à névoa dos dias?

 

Sabemos? Sabemos de seus desígnios?

 

Fato é que elas estão sobre nós:

 

natureza difusa

 

Em varios domus um patricio sufoca nas ruas impreguinadas de labirintos

um plebeu reina com gramas nos pés,  e no céu uma nuvem me deixa só

sem goticulas no rosto , quais arvores impetuosas matariam  Fidias o arquiteto 

curva da mão concha na mão , de onde deslisa o arqueduto? ,na encostas de rochas 

amarelas quase ouro a pele das ruas mantem uma poeira do mar mediterãneo 

o solo foi um barco que navegou continentes ,seu perfume de azeites ,as colinas lamentam-se com neve e vento, não existe outro  ou alguém para reclamar.

 

o espirito da solidão

ALASTOR: OU, O ESPÍRITO DA SOLIDÃO
de Percy Bysshe Shelley (1792-1822)
Traduzido por Eduardo Capistrano
 
 
Terra, Oceano, Ar, amada irmandade!
Se nossa grande Mãe imbuiu minha alma
Com algo de piedade natural para sentir
Seu amor, e para recompensar a dádiva com o meu;
Se a manhã orvalhosa, e o meio-dia odoroso, e o entardecer,
Com o pôr-do-sol e seus deslumbrantes ministros,
E a quietude formigante da solene meia-noite;

PRIMAVERA

  

 

 

Venho depois do inverno

colher rosas amarelas

e juntar todas

em um perfumado buquê

 

E propor à primavera

uma pausa na estação

para prolongá-la

na cadência dos dias

 

Época de transe floral

bela e transcendental

lindas orquídeas

colhidas sob a neblina

 

Tulipas / jasmins / margaridas

de tão acentuado vigor

que as tornam ousadas

feito um hábil sedutor

 

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