Natureza

Traços do mesmo risco

Rápidamente vens-me à mente, e não sei quando vens,

De repente é para sempre, esta vida não são bens.

É o momento, é nascente, que corre entre a montanha,

Sol poente vai descendo novamente nova campanha.

Saudosismo é perigoso pois como uma nuvem acumula,

Chega, e estraga um belo dia com a sua triste chuva.

Mas nada é tudo, só metade, faz parte, e existe,

Tanto o Sol como a Lua são traços do mesmo risco.

Gaivotas

Rochedos e escarpas de emoção preenchem meus fortes surtos inocentes
Belas gaivotas em piares de alternancia por entre o misterioso belo e sonoro bater das ondas do mar em afeição
afigurasse-me um mar gigante em forma de lingua encandescente de um extensissimo vulcão ativo emerge das aguas
Agua ,areia conchas crepusculos e algas e tudo envolta em fogo colorido de espuma carmim

Cosmos

Quero conversar com as estrelas!
Procuro e não encontro a razão,
Por que, em toda esta imensidão,
Não há sinais de vida, em redor delas.
.
Cosmos, serás apenas solidão?
Nada sei, cercado de incerteza.
Ostentas a ninguém vasta beleza,
Sendo o eco de toda a criação.
.
É o magno espaço que me chama
Quer seja virtual ou holograma,
Sinto nascida aí minha raiz.
.
Se às vezes em mim próprio me disperso,
Eis-me, a questionar o universo,
Por tudo que ele sabe e não me diz.

"MANHÃS DE INVERNO"

"MANHÃS DE INVERNO"

poesia by: Fernando Antônio Fonseca (from: Belo Horizonte-MG / Brazil).

silenciem as noites de inverno

e plantem alvas de fogo
nas frias manhãs

cortem o dia com luzes serenas

e libertem os capotes e casacos

dos guarda=roupas
esquecidos

cantem a sinfonia das bebidas quentes

soletrem o horror dos desnudos

e anseiem os cachecóis do amor

atentem para a migração dos pássaros em fuga

mas nunca deixem de sonhar

com o prelúdio das manhãs de inverno

Aldeia

Na aldeia há fantasmas
Tradições e nostalgias
Bolos cobertos de raspas
De laranjas p'rás alergias

Há isolamento ao sol
Trabalhos da terra
Corridas de caracol
E a madeira se serra

A aldeia tem sabores
D'onde vêm os vinhos
Ecos de todas as cores
Ninhos de passarinhos

À SABIÁ QUE AQUI GORJEIA

Sabiá que aqui gorjeia...
Por ser canora e feliz!
Majestosa, imperatriz!
Ou estar de barriga cheia!
 
Sabiá que aqui gorjeia...
Livre, e sem querer 'gorjeta'!
No alvor, tão doce 'trombeta'!
Vive do que não semeia!
 
Sabiá que aqui gorjeia...
Que também me faz voar...
E para esse teu lugar;
Feliz, sendo a tudo alheia!
 

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