Natureza

BALANÇO DO MAR

Balanço Do Mar

Um poeta me ensinou a cantar com rimas benditas ,um balanço para lá e para cá Parecia um balanço de rede embaixo de um belo luar Um poeta me ensinou a remar Com a força do calcanhar empurrou barco a dentro para o mar de letras escalonar De belezas inaturas sobre o amor e suas desventuras o poeta me ensinou a remar.

Confiar

Confiar 

Amar sem reclamar

O Amor que é para dar

Querer viver e aprender

A cada dia 

A cada amanhecer

Resgatar o poder 

E Alma ser

Cumprir dever

Olhar o querer

Confiar e abalar

A onda do mar

Sexto sentido

Destemido

Numa voz perfeita

que espreita

E no peito se deita.

Colhe a semente

que no inverno deita

na primavera enfeita.

Puro prazer de ser

MIDAS

MIDAS

 

No tempo

Em que as coisas eram o que eram

A naturalidade acontecia naturalmente

A noite era o adormecer do dia

E o primeiro raio de sol

O campeão das corridas à velocidade da luz.

 

As coisas eram o que eram

Sem razão nem porquê

A simplicidade,

No sentido simples da simplicidade,

Era a essência do choro sobressaltado do rio

Era a paciência da planície

Na intermitência da sua vontade.

 

Quando as coisas eram o que eram

Não havia sujidade,

BEM-TE-VI

 

 

bem-vindo bem-te-vi

aos olhares que me viram

como ti

com uma chance para voar

outra para vislumbrar

este espaço do viveiro

que já lhe pertenceu

cativo e restringido

da liberdade ensejada

que a vida lhe roubou...

mais que à madrugada

seu canto destinou

seja bem-vindo bem-te-vi

aos portões sem tranca

que não se fecham mais

 

Pages