Prosa Poética

P-E-R-D-A

Perdoem-me por ser eu,

por não ter a palavra certa , nem a atitude mais correcta

Perdoem-me por ser escravo do meu subconsciente ,

por ser prisioneiro de uma crença que me consome e se revela cada vez mais errada

Perdoem-me por viver à minha maneira e por sentir...perdoem-me por sentir,

pela crueldade da minha própria existência

Servo de caprichos, sonhos e ilusões que se esfumam num simples parecer

As vontades de quem acredita podem não ser possivéis

mas sempre se poderão tornar no inicio de uma nova história.

 

Deja Vu

Nesta dialéctica emocionante
 
onde guardamos palavras de amor
 
quase secreto e tão empolgante
 
verbalizamos em tons de verdade
 
as coisas simples deixadas
 
a esmo entre o guarda-roupa
 
entreaberto à solidão
 
e nossas vestes que se despem
 
impregnadas de alegrias
 
desejos, muitos
 
e abraços mitigantes quase

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