Cristiano Ronaldo (e o mundo sabe quem somos)
Autor: Milena Dias on Saturday, 17 January 2015Estrela...ascendente
Estrela...ascendente
Ontem, voltamos a ver a morte a acontecer. Desta vez em Paris.
Terror
Da cidade da luz, eternizada,
Chega a morte, perpetrada em surdina,
Por um poder nefasto que domina,
Através de violência sem medida.
Treme a liberdade, de alma ferida.
Ronda uma negra sombra que a mina.
O medo já espreita em cada esquina
Porque a morte paira, desimpedida.
E mata-se, sem piedade, friamente.
E em nome da paz e de um falso deus,
O sangue vai correndo, livremente.
de ti só guardei o cheiro a rosas
a imagem de alguém corajoso
as tuas formas tão airosas
de quem sempre era amoroso
triste vida a minha
Poesia
Abeirou-se de mim, inda tremente
Como sol matinal quando me acorda,
A poesia ! Palavra mais fecunda ,
Que uniu a voz a este pensamento.
Poesia ! Palavra do que se sente !
Sentir mais fundo! De alma elevada,
Emoção... Amor...fantasia alada !
Devaneio !... Pra que alma se liberte !
Nasceu-me esta vontade de dizer.
Às vezes, em tom dorido, a gemer,
Como harpa que cantando está a chorar.
Estes versos que escrevo...a vacilar,
Hão-de ser lidos à luz do luar !!!
a saudade que o vento traz até mim
Dói-me a alma, dói-me a vida,
Nesta luta que já não ganho;
A minha desventura é de tal tamanho,
Que nem a dormir ela me olvida;
Dia a dia é por ela acrescida,
A infausta rede em que me emaranho;
E se alguma ventura, enfim, apanho,
Logo a malvada, cruel trucida;

Lição do meu aprendiz

Era um jardim tão bonito
Apesar de uma única espécie.
Todas as manhãs coloria
Exalando perfume, em alma agreste.
A florada era tão bela
O homem conseguia ver
Debruçado em sua janela.
Flores e frutos maduros
E a natureza singela,
Se desnudava, tão ela!
Mas o homem impiedoso
Não se conteve com uma única cor.
Destruindo seu jardim,
Ficou sem nenhuma flor!