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Acróstico

Carrascos

carrascos podem nos chamar
dentro da casa do povo
mas não nos irão calar
até ser Abril de novo

continuamos a luta
até o fascismo acabar
que barões filhos da puta
não nos vão fazer parar

é a nossa revolução
que já se sente no ar
ouve-se agora a canção
deste povo a lutar

o primeiro dia

os teus olhos só conheço

numa folha de papel

mas esse teu doce olhar

faz parecer ácido o mel

 

hoje o medo acabou

parece que é verdade

disseste-me o teu nome

eu chamei-te liberdade

 

já esqueci as avenidas

e ruas da cidade

onde tanto me perdi

onde estavas liberdade?

 

sei que não te posso ver

por seres mais livre que o ar

ninguém te pode prender

todos te querem amar

bairro mais alto

subindo o bairro mais alto

da Lisboa adormecida

um coração por roubar

e uma rima esquecida

 

poeta pudesse eu ser

num dia de revolução

para te oferecer um cravo

ou talvez uma canção

 

mas alguém chega primeiro

quase num sobressalto

e antes de eu te aprender

leva-te ao bairro mais alto

 

e da mão que se abria

para na tua se fechar

apenas lhe resta força

para o punho cerrar

o poeta

não confies no poeta

ele não te escreverá poemas

desenhará o teu nome

em todas as direcções

fará de ti o poema

não confies no poeta

irá vestir-te de palavras

rasgadas

o teu corpo nu será metáfora

não confies no poeta

ele despejará o amor

numa folha de guardanapo

inundada de letras

apressadas

numa qualquer esplanada

fria

não confies no poeta

o poeta não te ama

e é demasiado ingénuo

para perceber que sem querer

o faz

- Amor -

           - Amor -

A ltivez é a tua luz que cega o Ser

M ortal até se tornar flexível e dócil.

O mnipotente é a tua força, que queima em fogo divino e

R everte-se em pão sagrado.

 

Não se define o Amor, ele define - se.

 

Gila Moreira

CRISTALIZO EM MIM

«Cristalizo em mim
O viver poetizando,
Recordando sentimentos,
Perdidos por entre os fios da memória...
Organizo ficheiros recalcados
Sobrevivendo à minha história...

Edito o ser. O sentir. O coração.
Dito a emoção, vencendo a razão.
Imagino um utópico devir,
Torturo este trauma de sempre ter de Partir.
Olho-me, reolho-nos, reinvento-te...
Recrio Vida, recomeço livre,
Admiro-te e reentrego-te o Sorrir!»

(RMP)

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