Surrealista
Opções
Autor: bento reis on Saturday, 22 February 2014Sou da noite mais longa companheiro
procuro-me a decidir nas encruzilhadas
repenso nas decisões e sou batoteiro
escolho também as opçoes tomadas.
Voltar a escolher e viver de novo
recuar no tempo sem voltar atrás
viver sem optar por não ter motivo
voltar ao presente e ser como está.
" Lamento.. o Mundo"
Autor: Luis Filipe Ginja on Sunday, 2 February 2014“ Lamento o Mundo”
Fugi, insurgi, divaguei na minha ausência,
Aqui, depois ali, em lado algum, me conheci...
No invisível, que sonhei, fiquei na Alma onde surgi,
Roubei o tempo, e na vontade eu me escondi,
E ali no nada, éter na vida, danço com a morte,
Desnudo o corpo, sou divindade, sou transparência...
Ambiguidade, dualidade, intransigência,
parto
Autor: bento reis on Wednesday, 29 January 2014vozes que batem na porta fechada, ecos devolvidos.
lamurias repetidas gastas do usar ja farto
outros sons ganindo que se misturam nos ouvidos
da mulher que geme espremendo o parto.
Pariu a luz, a estrela maior que lhe aponta o caminho
bebeu nas aguas sujas e subiu a escada que foge do mal
deixou para trás o leito do homem que fala sozinho
levou pela mão a cria acorrentada no cordao umbical.
Levantou as saias, mijou de pé ao centro da terra
Gritou veneno, saiu da orbitra do olho castanho
Teimosia
Autor: bento reis on Saturday, 11 January 2014Se me permitirem um ultimo desejo
quando a minha hora chegar,
considerando tudo o que vejo
eu peço querer já cá não estar!
Trocar as voltas à morte,
e vence-la na antecipação
abusar da minha sorte
e morrer, antes da finação!!!
insolencia
Autor: bento reis on Sunday, 5 January 2014Insolencia
A poucas horas da esperança um sorriso passou e tocou o vento
Outras almas curvaram-se e expetantes aguardaram o veredito
Ninguém ousou, até então desafiar assim, diretamente o tempo
Todos tinham medo do presente. O medo do eterno maldito
Que sorriso maluco, estrangulou a expetativa, deu a sentença
As outras horas fugiram para o túnel do passado de sentido único
Dos céus desceram raios, vieram ajudar em tamanha insolencia
das bocas os sorrisos se esconderam deixando para trás o louco
Arthur Santos (1951-2552)
Autor: Arthur Santos on Friday, 3 January 2014Arthur Santos (1951-2552)
Hoje resolvi morrer em 2552!
não. não foi uma decisão
de ocasião.
foi maduramente pensada
e não foi à sorte.
sempre achei uma maçada
não saber a data da morte
e decidi deixá-la já marcada.
nasci em 1951 e ainda pensei:
já sei!
será em 2451 um número redondo.
morrerei sem grande estrondo
nem alarido,
500 anos depois de ter nascido!



