Tanque de Guerra...

As fronteiras que tu demarcou
Com esse íntegro instantâneo
E esse senso guloso
Ambicioso linear
Eu vi, nem as sujeiras tu limpou!
Tu que não bota essa mão na massa
Há um limite entre esse teu mergulho errado
O jogo de bandeirolas proejará sempre ao contrário!
Porque as fronteiras tu já demarcou como um otário...
Sem rasuras, sem ranhuras; sem rateio.
Tu sabe muito bem que vacilou bem feio.
E agora?! como vamos lidar com os ruídos?...

Pisa E Repisa!

Isso!... Pisa, repisa. Pisa de novo!
Para que uma nova rosa possa ser replantada.
Pisa e repisa! Pica e repica!
Para que a vida possa ser repostada.
É assim que se faz... Pisa e repisa!
Pisa e repisa que a vida logo passa...
No mesmo caminho é que a vida passa!
Por isso, pensa e repensa!
Pisa e repisa.
Afeta a minha brisa
A poltrona pontilha o meu sono
Eu estou mesmo exausto. 
Entre o piso, um escuro.

Labirintos (Corredores de Trepadeiras)

Corredores de trepadeiras
Só que realistas. 
Esses são os labirintos
Sem saída. 
Tu entras no pesadelo
Da cura...
E cada parte desse labirinto
Arranca uma parte tua...
Não vá surfar a onda
Ou irá se sufocar com a anaconda.
Dentro dos corações 
Nunca se sabe o que há.
Todos temos
Uma caixa de ideias
Só nos basta refocilar. 
Amortece os labirintos

Perguntas Caladas, Bocas Costuradas

Queria saber quanto custariam as perguntas caladas.
Eu queria aquecer o frio das tuas mãos geladas.
Eu queria saber quando o forno apitasse.
Queria não ver quando o trem do que é ruim passasse.
Quanto? Quanto valem as perguntas?!
Aquelas... que ninguém fez questão de responder.
Aquelas! perguntas caladas e costuradas
Que ninguém quis dizer...
Queria poder viver da maneira engraçada!
Com a minha gente, na minha gargalhada.

Espetáculos Nunca Morrem!...

Se meu coração está aqui, nesse papel, ainda
Muito embora é de um certo modo, forte.
Porque já fui eletrocutado com a morte,
Com os choques da realidade, e permaneço atado (seu).
Permaneço fiel ao nosso conto em meio ao caos.
Se o nosso olhar ainda se cruza por aí (aqui)
Se eu ainda te acho linda com batom vermelho
E eficaz, mais do que qualquer remédio,
Para o meu dia-a-dia ocioso de tédio...
Se meu corpo ainda junta no teu

A Criação De Um Ministério Da Paz

Não fui aluno de Giddens em Cambridge.
Não frequentei o Liceu Camões ou o Instituto Superior Técnico...
Não me licenciei em nada, a não ser nos meus erros. 
Não fui um sacerdote da Opus Dei.
Nunca fiz sequer parte do capitólio!
Nem cursei direito (Válido para todos os sentidos...)
Mas, como ser humano,
Com letras, palavras e significados,
Estou formulando a criação de um Ministério da Paz. 
Pois a leitura nos traz a paz necessária.

A Chuva de Perseidas

Antes de dormir vou até a porta, saio para a rua
Fico observando o céu na noite limpa que escolhi
Embora a rua se vista de violenta e crua
Tem alguém escrevendo uma poesia no céu...
Com meteoros e com as coisas milenares do espaço!...
Passam como flashes de luz intensa pela minha cabeça.
Acho intenso porque olho para cima e não para frente.
Que energia linda! São as coisas desse imenso espaço...
Pois esse imenso espaço não é dotado de gente como a gente.

Cidade Estragada

Vire à direita para uma ignorância perfeita.
Coma os dejetos da tua cidade
Estragada pelos agrotóxicos...
Implore para que os dejetos não te estraguem alguma parte do corpo,
Implore uma quantia miserável no final do teu mês de morto.
Sangre na fila e espere envelhecer nas migalhas desse pedacinho
Com as coronarianas entupidas de gordura, falecendo de mansinho 
Qual a possibilidade de tu seres um possuidor?!
Morra do coração aos trinta anos da tua idade mal conservada.

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