Saudade

Longínqua memória

Naquela distante esquina

 

Onde a morte encontra a vida,

 

Olhei o flagrante rosto de um velho

 

Mil rios sussurrantes salpicavam o seu olhar

Inebriante de cores infindas

As suas rugas exaltavam a dor

Que de mãos dadas comigo percorreram o caminho,

E na noite mais escura da minha alma

Abracei o mundo estendido no efémero sol

Que o meu sonho suavemente desenhou

Sentindo apenas o cristalino som que me preenche

Mãe

Queria fazer-te o mais belo poema de amor
Pois sem o teu sorriso a vida não me abraça
Estás presa no meu coração e jamais partirás,
Apenas a tua delicada mão para mim estendida
Imaculadamente a pedires-me o teu perdão.
Nunca de mim partirás, apenas o rosto da morte de ti me separou,

Casa Vazia

Depois de muito tempo

Resolvi voltar para o meu lar

Quando eu cheguei na calçada

Notei que estava tudo mudado

No portão não havia ninguém a me esperar

No jardim as flores estão morrendo

Não ha mais rosas vermelhas e amarelas

Que você tanto gostava

O nosso jardim esta abandonado

Já não esta mais sobe os seus cuidados

Tentei abrir o portão

Mas a fechadura você trocou

Também e outro o numero do seu celular

Porque contigo não consigo falar

Mais o numero da nossa casa

A escola Da Fazenda

Ha muito tempo fui embora daqui

Senti saudades voltei estou aqui

Não vejo nenhum sinal de você

Alguns amigos eu ainda encontrei

Por você eu perguntei

Nenhum deles soube me dizer

 

Caminhando pela fazenda

Vi a escola abandonada

Foi ali ao seu lado

Que aprendi ler as primeiras palavras

Nas provas para passar de ano

Alguma cola te passava

O nosso mundo era tão pequeno

Em pensamento eu ti amava

 

Na saída da escola

Na volta pra casa te acompanhava

No meio do caminho

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