Saudade
As laranjeiras e o meu pai (2)
Autor: Miguel António ... on Tuesday, 1 August 2017A vida é um somatório de momentos, de instantes, não existe nenhum conversor de escalas que os quantifique, podem durar uma eternidade ou simplesmente nada ultrapassando o tempo sem deixar rasto.
Outros permanecem para sempre! O sorriso do meu pai, o olhar terno do meu filho, a minha filha nos meus braços, as palavras mágicas da minha avó, a primeira vez que vi uma estrela-do-mar azul, o barulho do ribeiro da azenha e o cantar do rouxinol da eira nas noites quentes de verão.
A Borboleta
Autor: por falar nisso on Friday, 14 July 2017Naquele dia de sol intenso
Entre pessoas e crianças em festa
Uma borboleta espalhou sua beleza
Pousou no meu dedo e prendeu-me o olhar
Contou-me segredos, sussurrou com ardor
Cativou-me e depois voou para longe
Será que a posso reencontrar?
A distância era mais longa que um salto
Agora compreendo o termo platonicus
Querer tocar sem poder sentir
Ter medo de fazer ruir algo que não construi
Mas ainda assim desejar de forma ardente
Ter esta borboleta novamente em mim
Saudade de quem já não está
Autor: Maria Simao Torres on Tuesday, 20 June 2017Doce Lembrança
Autor: denys parker on Thursday, 15 June 2017Saudades
Autor: DiCello Poeta on Thursday, 8 June 2017Que saudade
são tantas lembranças
Jau -1
Autor: Miguel António ... on Tuesday, 6 June 2017Jau - 1
É uma história que tem como protagonista o cão que marcou a minha infância, o Jau, um pastor alemão que o meu pai trouxe da Guiné Bissau algum tempo antes do fim da guerra.
Era um cachorrinho, a minha mãe colocou-o dentro de uma sacola, deu-lhe um comprimido para dormir e escondeu-o com algumas roupas. Nesse dia no Aeroporto da Portela, a minha avó gritou - “Olha o Zeca de bigode!”.
As laranjeiras e o meu pai
Autor: Miguel António ... on Thursday, 25 May 2017A vida é um somatório de momentos, de instantes, não existe nenhum conversor de escalas que os quantifique, podem durar uma eternidade ou simplesmente nada, ultrapassando o tempo sem deixar rasto.
Poema de outrora
Autor: zelia Neves on Wednesday, 17 May 2017Poema de outrora
Quando me deito em prado verde
Sinto o olor das flores silvestres
Perfumarem meu rosto com seu afago
Adormeço profundamente em relva húmida
Ao som do cantar das cigarras
Desce sobre mim o céu azul
Tua voz serena me desperta
Quero apenas ler, ler o que não vejo
Encontrar o poder de voltar ao mundo
Que perdi, sem o viver
Procuro lembranças que não existem
Outrora não era o que parecia…
O sol é belo, dizem os pássaros
Desde o aconchego dos seus ninhos
Repouso da saudade
Autor: zelia Neves on Wednesday, 17 May 2017Repouso da saudade
Memorias arrancadas
No peito guardadas
Esperanças perdidas
De abraços teus
Olhos molhados
Rasgando rugas
Pensamento meu
Em versos se escondeu
Dor renitente rasga a alma
Sedenta de versos teus
Há poemas que beijam
Bocas silvestres
De luz intermitente
Na áurea terrestre
Refugio-me nos teus olhos


