Soneto
Mulher, não vais querer o meu Amor
Autor: António Vicente... on Tuesday, 4 November 2014Mulher, não vais querer o meu Amor
Pois é do meu coração uma fértil lavra
Brota laços; quando ama jamais a livra
Nele trago todo de mim e o meu pudor
Ele paciente, meigo e tradutor da dor
É do meu coração verdadeira palavra
É fonte única da minha estável fevra
É da minha bondade o singelo penhor
De más mulheres, já bebeu peçonha
Mas inda tem brilho que o sol desvia
Ele traz paz dum branco de cegonha
Pai nosso, abaixo solo já finado
Autor: António Vicente... on Tuesday, 4 November 2014Pai nosso... abaixo solo já finado,
Carrego às lágrimas desta oração,
Uma dor que abafa meu coração,
Por dizerem que foste chacinado!
Não sei se... ou... estava destinado;
Sei que duro é não ter sua atenção.
Sem ti, vivo à tamanha desolação;
Deveras, sem ti, me sinto afinado.
Àquele jazigo onde terno dormes,
Desconhecem meus pés o caminho;
Que no despertar, o meu... tomes.
Porque sem ti, dias todos definho;
Irmãos meus, a mim conformes;
À vida... faz-nos falta o seu carinho
SENTI-ME UM DEUS
Autor: Henricabilio on Monday, 3 November 2014________________________________
Nestes catorze versos criei lume,
Com palavras nascidas de um acaso;
Cada palavra viva é mais que um caso:
É uma flor que inebria com perfume.
Nestes versos criei intensidade,
Na folha de papel nua, sem cor...
Para ser alegria ou até dor,
Todo o momento tem uma verdade.
Sem as palavras, não existem versos;
Sem os versos, não brilham sentimentos
Nos peitos solitários e dispersos...
PRAZER
Autor: SELDA KALIL on Monday, 3 November 2014Amor e Desejo
Autor: HelderOliveira on Sunday, 2 November 2014
Que sensual ternura nessa tua voz existe,
Que mal a oiço em mil delícias me afundo?
Porquê que a vontade de um beijo não resiste,
Quando olho dentro dos teus olhos bem no fundo?
Que sinuosas curvas nesse teu corpo esculpiste,
Que ao vê-las de carnal prazer todo me inundo?
Porque é que a tua ausência é um pranto que persiste,
E mal te vejo vibro... deusa, serás tu deste mundo?
VICIADA EM VOCE
Autor: SELDA KALIL on Saturday, 1 November 2014
Viciada em você
REFLEXÕES DA VIDA
Autor: SELDA KALIL on Saturday, 1 November 2014CANDIDA
Autor: SELDA KALIL on Friday, 31 October 2014MINHA VIDA EM VERSOS
Autor: SELDA KALIL on Friday, 31 October 2014MINHA VIDA EM VERSOS
Como ondas do mar às vezes sem lugar
Destravada e com trejeito rezo meu terço
Vim do sertão e dos matagais sem berço
De bem com meu canto, credo e tradições
Nas minhas genéticas obscuras sem conexão
De professor adotei a vida informal
Através dos cantos e das almas sofridas
Dos louvores e das labutas de vida.
Nas minhas andanças de tempo criança
Da vida extinta sem abraço e sem afago
Solta no mundo vivendo o perigo dos náufragos

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