Tristeza

Perda...

Perda....*

Tão rápida.Tão inusitada...

Que a perda se torna surpresa

Sem amenizar a dor que vem com certeza .

 

Calada em meio as brumas da noite 

Nos caminhos errantes de um  viver distante

Fico isolada vendo o partir inconstante 

 

Sem urgência, me levanto ...

Observo o horizonte adormecido

No qual, o Sol deveria ressurgir no calor do meu pranto.

 

Sem demora...Agora!

Que a perda já não é  surpresa

Entro na noite silenciosa...

Com o gosto amargo da minha tristeza.

Escrevo-te



Escrevo-te porque te sinto. Porque o desejo é imenso.

Escrevo-te porque não te esqueço. Continuas entranhado no meu ser! Fervilhas dentro de mim.

Escrevo-te porque estás vivo. Presente. Por muito que queiras estar ausente.

Partiste com intenção de esquecer. De deixar de existir. De morrer.

Não conseguiste!

Vives na minha alma. No meu corpo. Na minha pele… vives! Jamais vais morrer…

Enquanto eu viver!

O Meu Soneto

Em atitudes e em ritmos fleumáticos,
Erguendo as mãos em gestos recolhidos,
Todos brocados fúlgidos, hieráticos,
Em ti andam bailando os meus sentidos...

E os meus olhos serenos, enigmáticos
Meninos que na estrada andam perdidos,
Dolorosos, tristíssimos, extáticos,
São letras de poemas nunca lidos...

As magnólias abertas dos meus dedos
São mistérios, são filtros, são enredos
Que pecados d´amor trazem de rastros...

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