Tristeza

FANTASMAS DE DOMINGO

As sombras, em penumbras, me envolvem
Numa solidão inquieta e faminta
Em meus vazios bem guardados,
Reduzem o meu dia a sofrimentos...
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Aqui, nesta cama bagunçada
Reflito o caos dos dias sequestrados
Que roubaram-me sem me pedir
Deixando-me assim, em pleno Domingo!
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Sou um fragmento do que já fui
Embriagado com a dor imortal
Que me assombra a todo momento...

A Morte da Fênix no Inferno

 

Ó Fênix, tu morreste outra vez!

Levaste contigo tudo que existia.

O Hades subiu a Terra,

O fogo consumiu os ossos;

Havia alguém ali.

 

Um brinde às sepulturas!

Ali estão meus amores.

Caiam as águas e levem a lama dos meus pés;

O local que piso é sagrado,

Ali repousa meus mortos.

 

Fincada Cruz Negra,

Primeira Transfiguração

 

Aquilo que meus olhos veem me leva para lugares onde nunca quis estar.

O que são essas flores? Quem são essas pessoas? Por que continuam aqui?

A tristeza é suportável, mas me dói tanto...

Contudo, seguro minha solidão como uma coluna que tarda em desfalecer.

Me sinto como se o chão estivesse confuso e turvo, como o lodo de um pântano.

Pelas altas horas, me vejo atravessando lugares que não visitei.

Guardarei comigo aquilo que me fere.

Tratarei com cortesia e paciência.

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