Paulo de Jesus

Dois Brasis.

Trata-se mal quem trabalha
Como se fosse o entrave a escória
O estorvo o fardo e o canalha.
Basta ver a nossa história.
Vejo a dor, na mente gravo
O humilde feito um escravo
Privado de pão, bens e glória.

Povo carrega nas costas
Uma elite sanguessuga
Que de regalias gosta
Também produz pouco e suga
A renda da produção.
Sobra para o povo então
Suor, sofrimento e ruga.

De fato há dois Brasis
Pro povo arrego nenhum
O sumo é só para os vis.
O país precisa ser um.
Para haver uma nação
Não pode haver divisão
Nem privilégio algum.

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