Perdendo-me
Autor: Bastet on Saturday, 31 October 2015E cá estou eu...
E cá estou eu...
Suave na chegada, breve apresentação,
O sentimento denunciava numa fé antecipada do que sentia o coração.
Sem prisão e sem dono,
És tu ,e o mundo,
Agarro me mudo a palma da tua mão.
Num futuro demasiado escuro, demasiado para o ver
Num presente que procuro,
Algo mais seguro que o passado faça esquecer.
Tenho dias onde persiste em mim tremenda fraqueza,
Que me recompensa com noites lancinantes que me absorvem a esperança.
Tenho semanas onde sou prisioneiro de uma certeza,
Indefesa dança em volta de uma lembrança.
A felicidade do sol nascer dentro de um copo de vinho
um ombro inventado que me ouve a voz de fundo alerta
um rabisco infantil livre na esperança perdida no caminho
Morre de sede no meu gosto que foge pela brisa da janela
tua...
A tua casa cheia de gente minha onde o balanço é pouco
Aconchega-me a alma fugidia em abrigo do lado oposto
faltas-me tu e o resto teu que nao sou e me torna louco
cola-me nas costas do destino um papel a dizer eu gosto
de ti...
Implorei para te ver
Nasci quando te vi.
Esperava perder me contigo
Sozinho me perdi.
Mas quem nasce tem que morrer.
Apaixonado, ou não.
Como quem não sabe perder,
Humilhado na emoção,
Assim talvez seja eu.
Devorando o sentimento,
Odiando a razão.