Política

O Discurso Falsário do Estado.

Eu imagino uma porção de coisas!
É casa na praia... É som, automóvel,
Enfim, uma vida plena e feliz...
Quem não sonha?
Quem não sonha não tem diretriz.
Não imagina o fim da rotina infeliz...
Eu sei, eu sei, existem várias etapas
E eu devo estar passando
Por alguma muito complicada!
Existem milhares de destinos...
É só querer. Basta a dedicação. 
Basta tentar 
Já desde menino...
Ou, sei lá,

Os Homens do Negócio

Os homens do negócio vieram
Sujaram 
Se foram. 
Os homens do negócio mal citaram... 
Suscitaram
E assim foram. 
Em prol da paz, mataram. 
Coitado do meio ambiente!
Desmataram...
Em defesa de sei lá o quê, roubaram. (Massacraram.)
Legislaram a foice como sagrada
E as rosas como brutais. 
Armaram as armadilhas no centro das capitais.
O gravata e suas faces animais.
Enquanto o ladrão sem diploma

Omenino que chora

Mutação atroz da espécie muda o canalha
olha entre grades o inocente menino da lagrima
engana-se o simples que esperava ver a navalha
quando o velhaco usa gravata e faz votos em Fátima.

Fala bem, veste bem é erudito o cabrão
ilude multidões de esperança com promessas vãs
sob sorrisos venenosos golpeia o coração
sádico, chupa o sangue já seco de almas sãs

Angaria vidas pelo buraco da urna
recebe votos caídos no escuro da confiança
comandou a praxe dos chulos da turma
e matou o futuro do menino logo à nascença

Galáxia

A linhagem do raciocínio 
Estirpe do empreendedor... 
A face de um latrocínio
Desintegra o bom sonhador. 
 
Numa galáxia, só um pontinho?!
Querem mesmo acreditar nisso?...
O cômodo acomodado no ninho...
Embuchado de erros e de vícios. 
 
Galáxia comodista;
Ciranda em círculos. 
Fui até à boca de fumo...
Pois sabem todos que assumo. 
Galáxia do consumo!
Não!... 

Jejum do Polegar!

Graças à vocês e às suas esperanças falsárias...
Toda vez que preciso usar algum documento
Eu tenho que o desamassar. 
E tenho que lutar contra uma força minha mas adversária. 
Quebrando mais um imenso jejum com o polegar...
Independentemente das suas decisões arbitrárias!
Pois é graças à vocês também que eu tenho e sempre terei
Muita história de mal-exemplo pra contar.
 
24 . 08 . 2014

Enfileirados (Nós Fomos)

Desde logo muito cedo fomos todos enfileirados
Como feridas em observatório, nos implantaram medos desastrados...
Desde muito, muito cedo já não mais jogavam as oportunidades pra nós
Desde muito tão bem cedo fomos todos entitulados
Como doentes com vícios, neuroses e códigos marcados...
É porque tudo já foi friamente formulado antes de tudo começar...
São coisas que não se corrigem mais.
(Desde muito muito cedo nós já fomos manipulados!...)

Vamos Aplaudir de Pé Como Homens Errados...

Vamos aplaudir o golpe célebre. 
Os olhos vendados de celhas e cílios burros
O nosso incôndito senso de "eu estou certo"!...
Somos desorganizados, rebeldes e duros. 
Vamos incidir como os Incas e Espanhóis
Numa batalha desvantajosa e incompassível. 
Pois o tempo se afogou no mar com os caracóis 
E a cicatriz descosturou a nossa inconexão...
Bocas fechadas, bocas de fachada.
Poderes quantos poderes...
Quantos capazes de realmente sairem da situação...

Sujeito Alienável

A televisão ligada 
Controle remoto na mão. 
As reclamações sem fundamento
A barriga explodindo... 
No pátio havia muito limo
E alguns pedreiros fazendo cimento,
O cérebro em pura mentira esfarrapada 
Pura alienação se autodestruindo por dentro.
A proposta barata 
As roupas baratas... 
O sangue de barata.
A casa emprestada. 
Os agentes da morte do esgoto todos de pé e sorrindo. 

Reestamentalização Social

Nós, que tanto reclamamos das questões políticas
Mas fugimos de todas elas depois de suas épocas...
E sendo assim, lançamos fragmentos de uma crítica
Que talvez tenhamos escutado semana passada,
De alguém que entendia o assunto.
Nós, que clamamos no osso por uma reestamentalização social
Quando o Estado se tornou vago
Quando o benefício não foi pago!...
Quando eleitorado vendeu o voto...
Lembram de 97? 
Então. O pataxó hã-hã-hãe agradece!

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