Política

O CHEFE POLÍTICO

O CHEFE POLÍTICO

 

De francas trancas o carniceiro

Mutilado por um mundo inteiro,

Não sabe de quê, … nem talvez porquê…

Talvez por si só…, quererá ele saber?

E quando o querem entender,

Finge que não sabe, ou não vê…

 

Que a humidade deslize,

Gotas que o frio cristalize,

Mil tormentos de cristal desfeitos,

Brasil!!

Brasil, pô Brasil!!

Aconteceu debaixo do céu anil

Uma bala de fuzil, e ninguém viu?

 

Ééé Brasil...

Brasil de sumiu, de não viu, de fingiu

De mentiu, que fugiu, com fuzil a mil.

E o civil se mata para comprar Bombril e Rivotril

Na casa que construiu.

 

Ééé Brasil... Por que Brasil?

 

Orgulho ser Brasileiro, vivo num chiqueiro

Não tenho dinheiro, não uso chuveiro

Não compro carro, não tenho sapato

Me resta o gato para salvar o descaso.

 

Ééé Brasil... Por que Brasil?

Caminhos

A lua saiu

Iluminando os caminhos do Brasil

A justiça que não viu

O governo fingiu

Criminosos sem fuzil,

Corrupção consumiu

Sistema faliu

Polícia se sucumbiu.

 

O povo deve se juntar

Saber movimentar uma frente popular

O pais organizar

Regular o direito de bem-estar.

Ter lugar para morar

Menos imposto a pagar

Sem se humilhar

Sem fome passar

E sem se preocupar

Se alguém vai lhe roubar.

 

Por favor alguém nos guie

E do fundo do posso nos tire.

O Nosso Brasil E A Nova Veraneio Vascaína

O céu de brigadeiro

As roupas quaradas

Os Sapatos lustrosos

Os cabelos laqueados

 

O colarinho branco

A propina bem lavada

Gravações nada impolutas

O apartamento conspurcado

O brilho dos sujismundos

 

Os carros polidos

O juiz imaculado

A barra ainda limpa

Os Corações sujos

Silenciado

No princípio eras vazio

Nem tinhas oxigénio

Eras tipo Ricardo Rio

Disseminavas o tédio

 

Dei-te parte da atmosfera

Até te deixei criar porcos

Dei-te a rosa com pantera

Dei-te pensamentos tortos

 

A meio tornas-te peça

De fruta num teatro

Ofereci-te até o Leça

Onde nem sobrevive o rato

Quero a minha cara em bandeiras de Cheers Guevarazzzzzz

 

In, Ativismo Sedentário - 0,49 Poemas sobre Revolução

 

Percebo pouco de politiquices, confundem-me designações de direitas e esquerdas.

Não queria, mas não deixo de pensar nesses conceitos bem simples e á vista,

como badamerdas.

Tenho medo de ver o levantar do pano.

Que atrás do véu vermelho estão os engravatadinhos enjoados.

Tão lá bem do alto da sua existência, que vêm os nossos pensamentos como esquizitices?

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