Tristeza

O Lunático parte II

Descarregava as minhas frustrações nela,

Levando-a por vezes a deixar de falar para mim durante uns tempos.

Como sofria arrependido, mas o meu orgulho falava mais alto...

E ainda fala...

Temia que ela podesse amar outro rapaz...

Não! Não! Não!!!

Saí dentro da minha cabeça. 

É de mim que ela gosta, só não quer dizer.

Alimentando dia após dia este sentimento, o meu ciúme aumentava.Não"Ela não pode gostar de outro, Não! Não! Não!"

Pensar nela tornou-se um vício...

O Lunático parte I

Dei por mim, sem rumo, apaixonado por alguém que nunca seria minha...

Imaginei um romance onde não existia, romance esse que só habitava em mim...

Minha amada adorada como te elogiava.

Tornas-te-te um medicamente para me dares estabilidade, deixando eu do nada uma severa medicação para a depressão nervosa.

Através de ti conheci a luz, o verdadeiro caminhar da vida.

Tão jovem e madura que ela era...

Mesmo sem ter esperanças da parte daquela jovem bela, alimentava dia após dia este romance que não existia...

Pensamentos Escritos Com Sangue

Pensamentos pensados por mim
pensamentos deixados aqui
nessa folha
escritos com o sangue
que sangrei pensando em ti

E agora?
Até perdi a hora
e a vontade de ir lá fora
de encontrar você
pra chegarmos ao fim

Pensamentos pensados por mim
pensamentos escritos aqui
nessa folha
escritos com o sangue
que sangrei pensando em ti

Sem

Tristeza diária
infelicidade noturna
depressão que tenho
igual a como troco de roupa

Dor arrasante
e sem motivo
me deixa sem forças
até pra morrer

Nem a morte me consola
que consolo procura agora?
Deprimido e sem opção
igual a Cristo
segurando aquele pedaço de pão

Mas Cristo tinha motivo
e eu então?

Talvez o que me conforta
é não ter conforto nenhum
trocar um milhão de motivos
por um
e no final
não ter nenhum

Há quem...

Há quem pensa que adivinho cada verso
Diga-os alma minha complexa
Tenho Deus, Salomão e Camões no que faço
Nenhuma arte minha é brecha...
O pouco que sou; muito mereço

Há quem pensa que de igual modo
Espojo-me pela poesia
Há quem fecunda tamanho engodo
Com sabor de azia...

Na medida que vou; um de mim
ofereço

António Vicente Aposiopese

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