Desilusão

Tristeza e Inverdade

Tristeza e inverdade

Leva embora a alegria

Pois nas tramas da cidade

Sobrevive a hipocrisia

 

Não existe a felicidade

Neste tempo de incerteza

Pois quem olha com clareza

Não enxerga mais beleza

Em tamanha crueldade

 

Não há mais com o que sonhar

Só me resta então o amor

Que me faz acreditar

Que somente pela dor

Se constrói a liberdade

SEM RUMO

SEM RUMO

 

De olhos presos na noite

Deixando as minhas pegadas

Caminho sobre a terra nua

Neste chão íngreme e cansado

 

Vestida de nostalgias

Diante de um céu sem lua

Perdida nas asas de uma gaivota

Sem destino ou direcção

 

O tempo perdeu-se

Na memória martelam ecos do passado

No peito uma dor que me dilacera a alma

 

No brilho dos meus olhos desfocados

Em soluços entrecortados

Encostada à janela da solidão

Aprisionada a um cálice de dor

" Morte encriptada..."

“ Morte encriptada...”

 

Reflexo irradiado de uma vela queimada, tão doce para mim,

Limpa-me , regenera-me, coloca Meu nome... ali,

Organizo o pensamento, para o momento do suicídio...

Vou para um lugar estranho, falo de tempos por onde surgi.

Fora da rima, dor encriptada... quis ser em mim,

A tendência atirada, a porta selada...o caminho sem fim...

Olhar de Ambár, no manto negro da Morte...sorri,

Recolhe o ar quente da vela, deixa o meu corpo... evapora,

 E... no silêncio que restou eu senti,

EU PRECISO IR AGORA

    EU PRECISO IR AGORA

Estou indo não sei pra onde.

Mandado não sei por quem...

Irei buscar não sei o quê;

Que eu não sei aonde têm.

 

É confusa esta viagem.

Porém, irei descobrir...

A curiosidade é grande!

Com você posso me abrir.

 

Você irá compreender.

São passos desnorteados...

Sair sem saber pra onde;

São coisas de desesperados.

 

Com a mão na cabeça irei.

-Voltar? - Não sei quando...

Não sei quem vou procurar;

Não tem ninguém me esperando.

 

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