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Noturno

Aproveitemos a roupa da noite,
Escuras vestes isentas de sol,
Vamos vestilas para esconder a pele alheia,
Infiltrando o negro fora do abismo.
Tornemos a escuridão visível,
Conhecedora de si.
Deixemos morrer o que não vive,
Mas jamais abrindo sepulturas,
Deixemos os corpos apodrecerem,
Mutilados e Espalhados pela atenção.
Permitemos que o cheiro a podre,
Não nos deixe esquecer da eterna beleza da respiração.
RINAT SARMENTO 2017

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