Tenacidade do dia. Escorpião.

Tenacidade do dia. Escorpião.

Meu remo impulsiona. A madeira evolui no roteiro ao ondular o sentido, era árvore, foi semente, antes disso, foi autor.
A obra, segundo os peixes, segundo você companheiro, é um caractere das estrelas, dos raios. Subo o rio, desço o mar.
Seus reinos e efeitos simbolizam em causa, gondoleiro? Perguntou o acompanhante escamado ao lado da barca.
Em cor. Disse o barqueiro balançando a pinça esquerda. Em caráter fóssil. Disse o barqueiro balançando a pinça direita. Sabe o que é uma cor? Pois digo. E disse. É signo, é pedra. Não podemos navegar em pedras amigo. Não podemos. O distintivo é o caráter, o caráter da cor é especial. Olhe o fluxo, o contra fluxo em virtude confere ao sábio um fenômeno. Reveste o oculto em mistério.
Compartilho. O nadador, no seleto de suas propriedades, exclamou. Sabe quantos peixes existem. Não importa. O gerador genérico, que vive de uma categoria, é abstrato. Sabe quantas singularidades existem, seja rio acima, seja rio abaixo, seja terra adentro, seja terra a fora. Posso afirmar, é único, imperfeito, incompleto, parcial, uma árvore podre e oca.
Pois bem. O escorpião rei deitou a corroa preenchida de pessoas. Minha cauda nivela o leme para atrair o celeste das influências. Movimentos sinuosos. Da influência da teoria do controle. Se deixar de remar, ainda avanço, se retroceder, ainda avanço, se avançar, ainda avanço. O remo aplica a chama do enxofre, o magnetismo do consumo das forças. Entende o que eu digo. A vida é um fogo terrestre que se corrompe, cortado por lágrimas de luzes que não queimam.
O estalar tônico das águas chicoteou na quilha do barco, entre as guelras, imersas em esferas de vida. Cada alma que conjura se projeta em cadáveres. O poder dos nomes possui as palavras, dama Escorpião. Possui as palavras na imagem do sentido de uma mente anacrônica em registro acidental. Comum, é coisa que projeta um fantasma ante a um processo interrompido, um rio ordinário que não deságua em lugar nenhum. Concentrado em referências que respondem a entidades evocadas nos influxos da criação. Tudo é segredo. Tudo é algarismo.
A Escorpião apunhalou as ondas. Deseja uma colaboração coletiva, qualidade que reside na margem da envergadura, bastarda, uma emanação das linhas que nos prendem ao mesmo sincretismo do declínio. Pois navego. Pois, sou uma informação em formação que não se doutrina. Nenhum navegante que se preze assina posse no domínio das leis e das vontades que se fazem de causa em causa no trajeto de sua imprevisão. No constante relativo que se exige de uma compreensão imanente. Sua posição é espontânea no sensível e na dissonância pura das águas.
Sob a claridade criativa, companheiro das ondas, somos uma sequela limitada do desconhecido. Nossa liberdade está na determinação de escolhas naturais, nossa obrigação livre está na determinação das leis da escolha.
Quem usa da sapiência, escolhe a região indeterminada entre o milagre e a estupidez. O gondoleiro soltou a herança dos poetas. Fermentação putrefativa de manutenção da alma em vapores narcóticos. Saltou em direção ao borbulhar das correntes. Um apoio que se apoia em si mesmo e se eleva ao se dissolver e decair. Dentro da homogeneidade de rupturas. Amarrou a embarcação à estaca que retêm o impulso.

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