a vida dum morto

bruxo -

... Quem em sã consciência, solitário, nos ermos anda? somente, o coração ferido, pulmão asfixiado, com animo paralisado. Ao olho despercebido julgaria estar amargurado por inumeráveis amores não respondíveis - explicaria o isolamento. Porém, Veja! Da passadas caçando o vácuo - o mesmo vazio, que ensurdece seu peito – á conectar -se com devaneios sombrios da morte. Pois, que diabos uma coisa dotada de valores orgânicos cheios de nutrientes a vida, aqui com o corpo -alimento á nocivos predadores -postaria -se - que num piscar de segundos a extingue, ou deixa -a agonizar no longo tempo da dor – desta que a derrete. Tão inerme – sem defesa com armas – na condição de carne fresca ao monstruoso paladar. Defino ser, o típico suicida, que propositalmente doa -se a batalha sem escudo. Que morre vitima dum assassino, à troca -o por suas próprias mãos.

 

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